Prêmio Denise Maldi


No início de 2023 o Colegiado do PPGAS reunido aprovou a sugestão do coordenador, o professor Moisés Lopes, de no âmbito das comemorações dos 10 anos de existência do programa, realizar a criação do prêmio de melhor dissertação de mestrado defendida anualmente no PPGAS. A criação do prêmio foi aprovada por unanimidade e criou-se uma Comissão para definição de como este prêmio ocorreria, qual seria a premiação e elaboração do edital. No decorrer dos debates surgiu a ideia de realizar a premiação não só com o objetivo de reconhecer os esforços de nossos discentes e docentes, mas, também, de homenagear uma etnóloga que fez parte do corpo docente do Departamento de Antropologia e que, morreu precocemente em decorrência de uma doença. A coordenação entrou em contato com a família da professora homenageada e pediu permissão para utilização do nome dela para intitular o prêmio, o que foi prontamente autorizado.

Assim, surgiu o nome do Prêmio anual de melhor dissertação defendida no PPGAS, em homenagem a Professora Denise Maldi Meireles que foi etnóloga e professora de antropologia na UFMT, trabalhou por mais de uma década na Instituição e faleceu precocemente em 1996. Como apontou Maria de Fátima Roberto Machado (2020), Denise Maldi foi a grande precursora dos estudos de Etnohistória no Museu Rondon “interessada especificamente em fazer reflexões históricas em uma perspectiva etnográfica”. Iniciou sua carreira na antropologia desenvolvendo estudos na Universidade de Brasília, tendo como professores Roque de Barros Laraia, posteriormente seu orientador de mestrado; e, Roberto Cardoso de Oliveira, com quem realizou sua primeira experiência de campo junto aos Terena em contexto urbano na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul. Ao final de sua graduação mudou-se para Rondônia onde residiu em algumas aldeias indígenas com o marido, o sertanista Apoena Meireles, até que no início dos anos 1980 mudou-se para Cuiabá onde iniciou sua carreira docente na UFMT. Em, 1986, defendeu a dissertação de mestrado na UNB, um estudo sobre a noção de pessoa, a mitologia e a organização social dos Wari´ (Pakaas-Novos) do estado de Rondônia, com quem desenvolveu trabalho de campo por sete anos. Para além deste povo, Denise Maldi realizou estudos etnográficos junto aos povos indígenas: Karitiana, Makurap, Jupau (Uru-weu-wau-wau), Wayoró de Rondônia e Gavião Parketêjê, do Pará. Publicou diversos relatórios de pesquisa, artigos e o livro Guardiães da Fronteira – Rio Guaporé, século XVIII (Petrópolis: Vozes, 1989). Denise Maldi partiu, deixando em suspenso um doutorado orientado pela professora e etnóloga Aracy Lopes da Silva (USP) e diversos outros projetos de pesquisa.

O prêmio é uma homenagem póstuma à sua presença na constituição e fortalecimento do campo da Antropologia no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso. Trata-se de uma premiação que visa estimular novas carreiras, dando visibilidade à produção original e de reconhecida qualidade acadêmica de pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Este prêmio, instituído no âmbito das Comemorações dos dez anos de existência do PPGAS da UFMT, prevê reconhecer os esforços de trabalho tanto do corpo discente, quanto do corpo docente no que tange a produção na área de Antropologia Social na UFMT. O intuito do prêmio é aumentar a visibilidade das pesquisas promovidas no PPGAS, dando ênfase ao trabalho desenvolvido pelos discentes e pelos professores orientadores.

Em sua PRIMEIRA EDIÇÃO em 2023 foi realizada duas premiações, uma Premiação Especial, comemorativa aos dez anos de existência do PPGAS, oportunidade em que os docentes poderiam fazer uma menção honrosa a um de seus orientandos nestes primeiros dez anos de trabalho no PPGAS, todos docentes, inclusive o que já não estavam credenciados foram convidados a participar, atribuindo um certificado a um de seus orientandos. Os discentes que receberam menção honrosa foram os seguintes:

            Linha 1 – Etnicidades, Territorialidades e Cosmologias

- Adriano Boro Makuda, indicado e orientado pela Profa. Carmen Lúcia da Silva com a dissertação “Direito ao Espaço Memorial Bóe – Boróro” defendida em 2018;

- José Batista Franco Junior, indicado e orientado pelo prof. Aloir Pacini com a dissertação “Etnografia dos modos de fazer política no Quilombo do Morro do Cambambi: Chapada dos Guimarães – MT” defendida em 2020;

- Ligia Maria Lana de Bello, indicada e orientada pela profa. Sonia Regina Lourenço com a dissertação “Atividade Missionária e Transformações: inconstância e variação entre os Boe-Bororo de Meruri” defendida em 2020;

- Maurício Marinho da Silva, indicado e orientado pela Profa. Sueli Castro com a dissertação “Territórios quilombolas e a ação civil pública: o caso de Mato Grosso” defendida em 2020.

               Linha 2 – Sociabilidades, Identidades e Subjetividades

- Ataíde Martins Pereira Neto, indicado e orientado pela Profa. Marina Veiga França com a dissertação “Como um pai deve ser (e não ser): paternidade nos discursos de jovens pais da Baixada Cuiabana” defendida em 2020;

- Haydee Tainá Schuster, indicada e orientada pelo Prof. Moisés Lopes com a dissertação “A rua tem dona? Territorialização e performance de gênero a partir da prostituição de travestis na baixada cuiabana” defendida em 2019;

- Isabela Alves Mercuri, indicada e orientada pelo prof. Flávio Tarnovski com a dissertação “Laços de liberdade? Práticas e representações da coparentalidade dentro e fora das redes sociais defendida em 2021;

- Leonardo Bueno Yamamura, indicado e orientado pela Profa. Patricia Osório com a dissertação “Tornar-se cego: Liminaridade, aprendizagem e subjetividade entre pessoas com deficiência visual em Cuiabá-MT defendida em 2020;

- Lilian Bazzi, indicada e orientada pelo Prof. Clark Mangabeira com a dissertação “As cartas do expedicionário: antropologia do arquivo em coleções museais” defendida em 2019;

- Susana Sandim Borges, indicada e orientada pelo Prof. Marcos Aurélio da Silva com a dissertação “Entre ruas, pedras e sujeitos: uma etnografia sobre o Crack por trajetos cuiabanos” defendida em 2016.

Na Premiação Regular de 2023, o I Prêmio Denise Maldi foi outorgado à melhor dissertação de mestrado do PPGAS defendida no ano de 2022, foi constituída uma comissão com professores de ambas as linhas do PPGAS e que não tiveram orientandos que defenderam no ano definido. Os nomes indicados pelos orientadores para concorrer a premiação foram dos seguintes egressos: Alessandra Corezomaé Booroponepá, com a dissertação: “Sociabilidades contemporâneas Balatiponé”, orientadora: Profa. Dra. Sonia Regina Lourenço; Ana Carolina Magalhães Rocha, com a dissertação: "Entre o ecológico e a espiritualidade: uma etnografia de um espaço de vivências múltiplas na Baixada Cuiabana", orientadora: Profa. Dra. Flávia Carolina Costa; Jéssica de Souza Gola, dissertação: “A atuação da Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção nas Práticas adotivas em Cuiabá-MT”, orientador: Flávio Luiz Tarnovski; Kamylla Cavalcante Taques dos Reis, com o trabalho: “Processo de vulnerabilização em saúde sexual de mulheres lésbicas: vivência em um serviço especializado em IST/HIV/Aids de Cuiabá”, orientador: Moisés Lopes; e, Marina Garcia Lara com a dissertação: “Consequências da pandemia na educação: análise etnográfica de uma escola em (des)construção”, 0rientador: Aloir Pacini. A comissão trabalhou durante alguns meses e antes da Conferência de Encerramento do V Colóquio de Antropologia anunciou e entregou o I Prêmio Denise Maldi para:

- Jéssica de Souza Gola, dissertação: “A atuação da Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção nas Práticas adotivas em Cuiabá-MT”, orientador: Flávio Luiz Tarnovski.

No ano seguinte em 2024, ocorreu a realização do II Prêmio “Denise Maldi” que premiou a melhor dissertação de mestrado defendida no ano de 2023. Os nomes indicados pelos orientadores para concorrer a premiação foram dos seguintes egressos: Rodrigo Ferreira Barros, título da dissertação “'Nós ainda estamos aqui': Resistência e autodeterminação indígena na África do Sul”, orientado por Érika Giuliane Andrade Sousa Beser; Alessandra Alves de Arruda Guató, com o trabalho “Itinerário terapêutico do Povo Guató”, orientado por Marcos Aurélio da Silva; Izaltino Rodrigues da Costa Neto, título da dissertação: "Sabores e Identidades na Feira da Lua: um estudo etnográfico da comida de feira", orientado por Flávia Carolina da Costa; Gleisson Roger de Paula Coelho, com a dissertação “Masculinidades, sexualidades e afetos: construções e configurações de relações afetiva/sexual entre homens em Cuiabá/MT”, orientado por Moisés Lopes; Lise Marine de Oliveira Silva, com o trabalho “Direitos Humanos para mulheres sem Direito? Como o racismo atravessa mulheres em cumprimento de pena privativa de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres”, orientado por Moisés Lopes. O vencedor de melhor dissertação e ganhador do II Prêmio Denise Maldi foi:

- Rodrigo Ferreira Barros, título da dissertação “'Nós ainda estamos aqui': Resistência e autodeterminação indígena na África do Sul”, orientado por Érika Giuliane Andrade Sousa Beser.





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