Cilene Mello


mellocile@gmail.com


Interesses de Pesquisa e Atuação

Paisagens Sonoras.


Pesquisa discente em desenvolvimento

Paisagem Sonora do Parque Ecológico Municipal “Claudino Frâncio - Sorriso – MT (Região da Amazônia Legal)

Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo caracterizar a Paisagem Sonora do parque Ecológico Municipal de Sorriso – MT, “Claudino Frâncio”, região da Amazônia Legal.  Para se caracterizar esta paisagem, está sendo adotada pesquisa narrativa, com enfoque em pesquisa qualitativa, tendo como foco as narrações dos frequentadores do parque, e os sons gravados, em consonância com a pesquisa bibliográfica. Os objetivos a serem alcançados nessa pesquisa é fazer gravações no ambiente do parque tendo como ferramenta as caminhadas sonoras, sistematizando esses dados e representando-os em gráficos contendo as categorias dos sons, investigando os tipos, quantidades e ritmos ouvidos, demonstrando a relação desses sons com o local, classificando-os à partir de estudos de Schafer (1970-2001), considerando os termos Antropofonia, Biofonia, Geofonia, em relação à quietude e o silêncio do lugar e também considerando a classificação dos sons por Brown, Kang e Giestland apud Holtz (2012) como sons urbanos, rurais, selvagens e aquáticos, produzidos pelas atividades humanas ou naturais. Será também realizada a coleta de narrativas de 30 (trinta) frequentadores do parque, fazendo também uma entrevista contendo 9 (nove) questões, que não possuem respostas certas ou erradas, mas com o objetivo de apenas auxiliar na interpretação dos dados coletados.  À partir dessa coleta, será criado um acervo desses sons para inserir em uma plataforma digital na internet, tendo como princípio mostrar a cultura sonora desse local a outras culturas do Brasil e do mundo. Essa pesquisa tem como fundamentação teórica autores como Russolo (1913) pesquisador sobre o ruído e os seus pontos positivos, e a inserção do mesmo em peças musicais orquestrais. Schafer (1970) pesquisador que conceituou a paisagem sonora como “um ambiente acústico a ser percebido, experimentado e apreciado pelas pessoas em um determinado contexto”. Defende também a gravação de paisagem sonoras e o seu registro como fonte de análise delas. Ingold (2011) antropólogo, critica o ponto de vista de Schafer (1970-2001) dizendo que conceito de paisagem sonora deve ser abandonado e que a paisagem sonora não está ligada a um registro. Ela não depende de ser registrada para se fazer uma análise. Kelman (2015) vê sérios problemas no conceito de paisagem sonora, dizendo que Schafer faz sérias contradições em suas pesquisas, onde avalia que esse autor fez um “livro de receitas” (A Afinação do Mundo) sobre sons agradáveis e desagradáveis, relatando sons de sua preferência, ao invés de analisar de fato, os sons de uma paisagem sonora. Schafer (2019) aceita o debate e argumenta que a gravação do som não se encerra nela mesmo. Ao gravar um som, ele torna-se um registro, mas não se eterniza como único e a análise de uma paisagem sonora não se fecha a partir de um registro de sons. A paisagem sonora se transforma a cada momento, e Schafer lembra do termo Esquizofonia (2001) que se refere ao rompimento entre o som original e sua transmissão e reprodução eletroacústica, que saindo das fontes naturais, ganham sua existência amplificada e independente. Assim o som pode ser gravado e estocado podendo ser reproduzido posteriormente, guardando valores históricos de períodos diferentes de uma cultura. Fundamentamos também em autoras como Westerkamp (1970-2014) e McCartney (2014) que fazem estudo sobre as soundwalking que são as caminhadas sonoras. Zaganelli (2014) que fala sobre a importância de se fazer entrevistas com os envolvidos no campo, bem como a gravação de suas narrativas, E, Ribeiro (2015) que fala sobre a importância do mapeamento nas pesquisas relacionadas aos sons.


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