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    A luta pela criação de cursos superiores em Mato Grosso é histórica, visto que as primeiras tentativas datam do século XVIII, quando se projetou a instituição das aulas de anatomia, com sede na antiga capital da capitania, Vila Bela da Santíssima Trindade. Porém, o projeto não se concretizou. No século XIX, tendo sido estabelecidos em Cuiabá dois cursos de ensino secundário, hoje intitulado médio, buscou-se instalar um curso superior militar, evitando-se, dessa maneira, que os jovens mato-grossenses deixassem a região em busca de faculdades em regiões distantes, próxima ao litoral. Como a anterior, essa tentativa também não vingou.

 

    Na década de 1930, mais precisamente no ano de 1934, um grupo de intelectuais fundou a Faculdade de Direito de Cuiabá, que todavia, foi fechada poucos anos depois. Mais uma tentativa foi implementada no ano de 1952, quando, pela lei nº 485, de 5 de setembro, novamente se criou a Faculdade de Direito de Cuiabá, instalada no dia 31 de janeiro do ano seguinte. Por força do Decreto Federal nº 43.339, de 3 de dezembro de 1959, foi reconhecida a primeira Faculdade Mato-Grossense. A partir daí, o funcionamento da Faculdade de Direito de Mato Grosso sustentou-se em função de seu valoroso corpo docente e do empenho de seus administradores.

 

    Um novo curso superior surgiu oficialmente no Estado, no ano de 1966, o Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá (ICLC), congregando os cursos de Matemática, História Natural, Geografia e Letras. A parcela sul do então Mato Grosso uno também almejou e conseguiu a instalação de cursos superiores, a exemplo da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Campo Grande, criada em 1962. Em 26 de julho de 1966, pela Lei Estadual n 2.620, os dois cursos foram absorvidos com a criação do Instituto de Ciências Biológicas de Campo Grande, que reformulou a estrutura anterior, instituiu departamentos e criou o Curso de Medicina.

 

    No ano de 1967, o Governo do Estado criou, em Corumbá, o Instituto Superior de Pedagogia e, em Três Lagoas, o Instituto de Ciências Humanas e Letras, ampliando assim, a rede pública estadual de ensino superior. Integrando os Institutos de Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas, a Lei Estadual nº 2.947, de 16 de setembro de 1969, criou a Universidade Estadual de Mato Grosso - UEMT. Somente no ano de 1970 foram instalados os Centros Pedagógicos de Aquidauana e Dourados e incorporados à UEMT. Como extensão do Instituto de Ciências Humanas e Letras de Corumbá, foi criado o Centro Pedagógico de Rondonópolis.

 

    A proposta de criação de um centro de ensino superior em Rondonópolis, de acordo com o professor Jovam Vilela da Silva (1998:9-10), já constava nos planos da comunidade rondonopolitana, desde 1974, por meio dos representantes das entidades de classe e do professor Shommer, que lutavam pela implantação de um centro pedagógico na cidade.

 

    Por outro lado, essa proposta foi favorecida pela política educacional do Governo Federal que definiu, no Plano Qüinqüenal - 1975 a 1979, a implantação e a expansão dos campus universitários por todo o país (FREITAG,1986: 103), como forma de qualificar a mão de obra e promover um maior desenvolvimento econômico. Deste modo, em 31 de março de 1976 foi autorizada a criação do CPR- Centro Pedagógico de Rondonópolis, como parte da Universidade Estadual de Mato Grosso, com sede em Corumbá (hoje, estado de Mato Grosso do Sul).

 

    Interessante que o Centro Pedagógico é criado como parte da UEMT (Universidade Estadual de Mato Grosso), e não da Universidade Federal de Mato Grosso, devido à existência de uma extensão daquela instituição em Rondonópolis, desde 1974, em forma de Licenciatura Parcelada, voltada para qualificar a mão de obra que já atuava em escolas públicas da região. Eram oferecidos os cursos de Licenciatura Parcelada em Estudos Sociais e Ciências Exatas, para professores da rede pública de ensino e em 1975, a UEMT já havia autorizado o funcionamento dos dois cursos em Rondonópolis.

 

    Devido à falta de estrutura física, o Centro Pedagógico foi implantado inicialmente no prédio da Escola Estadual Adolfo Augusto de Moraes - Vila Aurora - onde funcionou de maio de 1976, quando foi transferido para o prédio da Escola Estadual Joaquim Nunes Rocha, na Vila Salmen.

 

    Após um longo processo de reinvindicação junto às instâncias superiores da UFMT, foi designada uma verba para construção da sede própria do Centro Pedagógico de Rondonópolis, que, inicialmente, deveria ser erigido na região que recebeu denominação de Parque Universitário, próximo à BR-364, na entrada da cidade. No entanto, a direção do campus conseguiu, dos senhores Áureo Costa e William de Moraes, a doação de uma área somente em outro local, na rodovia Rondonópolis-Guiratinga, onde foi construido o novo prédio. Em 1982, o Centro Pedagógico de Rondonópolis foi transferido para sua nova e definitiva sede.

 
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