Histórico

HISTÓRICO

 

 Um patrimônio de Mato Grosso

 

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso completou 30 anos em 2009 e fez uma temporada marcada pela democratização do acesso à música erudita e popular, exatamente como faz há três décadas. Os concertos realizados em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Sinop, Barra do Garças, e Rondonópolis proporcionaram mais alguns capítulos de uma história repleta de sucesso e compromisso com a cultura e educação em Mato Grosso. A UFMT, por meio da Pró Reitoria de Cultura Extensão e Vivência, lançou em Abril o projeto "Memorial 30 anos", que homenageou grandes maestros, músicos e personalidades que fizeram a história da primeira orquestra sinfônica do Estado.

Fruto de um projeto considerado visionário dos reitores Gabriel Novis Neves e Benedito Pedro Dorileo, a Orquestra teve sempre a atenção dos dirigentes que, à frente da UFMT, acreditavam na importância de um conjunto especial de música. Com seus concertos em praça pública, onde reuniu até 30 mil pessoas, vários mato-grossenses tiveram seus primeiros contatos com o universo da música erudita ou mesmo da música popular, com arranjos especiais que garantiam a qualidade musical necessária.

O cenário musical brasileiro passou em Mato Grosso, nos últimos 30 anos, acompanhado pela Orquestra Sinfônica em concertos no Teatro Universitário, Museu do Rio, Teatro do Liceu Cuiabano, Academia Mato-grossense de Letras, Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), dentre outros.

Apresentações em Chapada dos Guimarães com Gilberto Gil, Roupa Nova, Gal Costa, Tetê Espíndola, 14 Bis, Vanguart, Macaco Bong, Linha Dura e DJ Taba, DJ Farinha, entre outros importantes artistas, estabeleceram um diferencial na história da Orquestra, possibilitando que cada vez mais a comunidade pudesse ter acesso e garantia de qualidade na sua formação musical.

A música regional teve lugar de destaque na história da Orquestra quando Pescuma, Henrique, Claudinho, Pineto, China, Novos Chorões, Filhos da Pauta, Sarau Cuiabano, Erre Som e Strauss tocaram pela primeira vez com uma orquestra sinfônica, reafirmando assim a qualidade da música mato-grossense nos mais diversos estilos. A universalidade músico–cultural foi uma marca nos últimos anos da Sinfônica.

Responsável pela montagem da primeira ópera completa em Mato Grosso, "A Flauta Mágica" de Mozart, em 2006, a Orquestra mostrou vigor ao unir ritmos nunca antes pensados para uma orquestra sinfônica. A música eletrônica e o lambadão foram ouvidos pelos instrumentos do grupo em concertos que desafiaram a capacidade musical de todos no palco. Como ferramenta de educação, com o objetivo de formação de platéia e músicos instrumentistas, propõe e desenvolve projetos de iniciação e conhecimento da música de concerto, formação de platéia como o Projeto "Divina Música", nos anos 2000 e 2003; Concertos da Paz e Natalinos, no Parque Mãe Bonifácia, além de representar Mato Grosso em outros estados.

Cinco maestros titulares passaram pela história da Orquestra nos últimos 30 anos: Konrad Wimmer, Marcelo Bussiki, Ricardo Rocha e Roberto Vitório. Em 2002, Silbene Perassolo foi a primeira mulher a dirigir a Orquestra, permanecendo toda a temporada. Cada um, dentro de suas características, foram condutores de um período especial para a música mato-grossense. Atualmente, está sob a batuta de Fabrício Carvalho.