Discurso na transmissão de cargo 28/10/2008

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

Maria Lucia Cavalli Neder
Reitora 
 
 
Meus cumprimentos a toda comunidade universitária, às autoridades, aos Reitores da UFMT, aos amigos, colegas e familiares presentes.
Assumir a Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso, uma das Instituições mais respeitadas e queridas do Estado, é, para mim, motivo de muito orgulho e satisfação, ao mesmo tempo em que é motivo de preocupação pela responsabilidade que a função requer. 
O sentimento de orgulho e satisfação advém não só do reconhecimento que obtivemos da comunidade universitária, no processo de escolha realizado pelos professores, servidores técnicos administrativos e estudantes, pelo trabalho desenvolvido nesses 35 anos de dedicação exclusiva à UFMT, mas também pela oportunidade de fazer parte de um grupo de dirigentes como o que a UFMT teve até esse momento.
No início desta caminhada institucional, eu não poderia deixar de relembrar aqui experiências importantes, vivenciadas pelos reitores que me antecederam, e também o trabalho cotidiano de professores e servidores técnicos administrativos na construção desta instituição. 
Tenho plena certeza de que este meu olhar, da origem da UFMT até os dias de hoje, além de ser uma forma de agradecer a cada um pelo tanto que foi dado a esta Instituição, me fará mais preparada para enfrentar os desafios do futuro no exercício da reitoria.
Minha história de vida se confunde com a história da UFMT. Participei de todas as suas administrações, seja no exercício da docência ou no exercício de alguma função administrativa como os de coordenadora de curso, chefe de Departamento, vice-coordenadora de Centro, coordenadora de Extensão, coordenadora do NEAD, Pró-Reitora de graduação. 
Aqui cheguei, em fevereiro de 1973, recém formada, com 21 anos de idade. 
A UFMT, recém criada, em 10 dezembro de 1970, nasceu da luta do povo de Mato Grosso, com envolvimento de toda sociedade civil e da classe política, muitos dos quais presentes aqui, hoje, nessa solenidade.
Dr Gabriel Novis Neves foi o nosso primeiro Reitor.    Nossa referência maior.
Falar de Dr Gabriel é falar da UFMT, é falar “de um sonho transformado em realidade”, é falar da luta do povo mato-grossense, é rememorar um grupo de jovens construindo uma história. É falar da audácia e arrojo dos pioneiros. É falar da construção de uma cidade universitária, nascida dos sonhos e das utopias dos homens do cerrado, do pantanal e da amazônia. Falar do Reitor Gabriel, é falar da visão de futuro e do crédito na Educação como um dos fundamentos do desenvolvimento social. 
Tive o privilégio de participar dessa crença desde o início, quando fiz parte da equipe que escreveu o projeto denominado “A Interiorização da UFMT”, que previa a criação dos campi do interior e também a oferta dos cursos parcelados. Fiz parte da gestão de Dr. Gabriel, quando exerci, com muito orgulho, as seguintes funções:
1975/1977 Coordenadora do Serviço de Assessoria  Técnico-Pedagógica na CATEC 
1977/1980 Chefe do Serviço de assistência à produtividade do ensino
Em uma mensagem que recebi de Dr Gabriel, durante o processo de consulta, vi ali materializado, em palavras, o espírito com que governou a UFMT. Assim me dizia: Lucia, na vida, não começamos nada, continuamos. (A modéstia sempre foi uma de suas características) Ao final da sua mensagem, ele colocou: ”Lúcia, continue a materializar sonhos”. Obrigada Dr. Gabriel! Tenha a certeza de que me espelharei em seu exemplo, acreditando que a UFMT é uma construção a muitas mãos e sonhos.
Nosso segundo Reitor foi o professor Benedito Pedro Dorileo.
Prof. Dorileo, como respeitosamente acostumamos a chamá-lo, à frente da UFMT extrapola os períodos oficiais e os limites do tempo. Confunde-se com a própria história da implantação do ensino superior em MT. Sua luta pela UFMT começou ainda em 1965 quando estava na presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. A luta e o idealismo do professor Dorileo pelo ensino superior são exemplos marcantes para todos nós. Ficam gravadas para nós as palavras de Rubens de Mendonça :” ele foi o braço e cérebro da UFMT , desde a sua implantação”.
Foi com sua autorização que iniciei, com um grupo de colegas (Ártemis Torres, Olga Évora, Célia s. de Almeida) minha formação de pós-graduação, em um curso de especialização em Metodologia do Ensino Superior no Laboratório de Ensino, da Faculdade de Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul –UFRGS, em 1974. 
Municiadas dos conhecimentos técnicos, voltamos para Cuiabá e propusemos a criação de um órgão- CATEC- que pudesse oportunizar aos professores da UFMT uma formação didático-metodológica para a docência em nível superior. 
Na Coordenação de Assistência Técnico Pedagógica ao professor, onde fomos atuar depois do curso de especialização, desenvolvemos um trabalho durante 08 anos (1975-1983), oferecendo cursos de especialização, extensão e de capacitação na área pedagógica, além de assessorar todos os professores da UFMT no planejamento e avaliação das atividades de ensino. 
Era o prof. Dorileo preocupado com o planejamento institucional, embora fosse tempo de, como ele mesmo dizia, de Fazejamento.
Também na gestão de prof. Dorileo, tive o privilégio de exercer a função de chefe de Departamento de Letras
Ao assumir o exercício da Reitoria da Universidade Federal, em fevereiro de 1982, o Reitor Benedito Pedro Dorileo criou, em 04 de março de 1982, um Grupo-Tarefa, coordenado pelo professor Eduardo De Lamonica Freire, chefe do Departamento de Medicina (hoje, Faculdade de Ciências Médicas), para diagnosticar os problemas e apresentar as soluções para melhorar a qualidade dos estágios na área de saúde.
Dr. Eduardo Delamônica, nosso reitor no período de 84 a 88, teve atuação decisiva no processo de criação do nosso hospital Julio Mulher. Além desse envolvimento, teve como característica central de sua gestão: Humanizar as relações internas e capacitar os servidores técnicos administrativos. O respeito às normas e aos estatutos são os legados também marcantes do reitor Eduardo de Lamonica com os quais reverenciamos e neste caminho queremos seguir.
 Com prof. Eduardo, vimos também a consolidação de Programas de Extensão na UFMT. Tive a honra de trabalhar com ele na Coordenação de Extensão. Também em sua gestão, desempenhei a função de vice-coordenadora do antigo CLCH.
Foi nessa época também que a UFMT desenvolveu um dos seus mais importantes projetos: “Integração da UFMT com o ensino de 1º e 2º graus”, mediante atividades não só de ensino, mas também de pesquisa e de extensão.
Mesmo com menos tempo que os demais, o professor Helmut Fortes Daltro escreveu sua parte na história da UFMT como um incansável defensor da democracia do processo eleitoral da nossa Instituição
O período na reitoria do professor Augusto Frederico Muller Júnior , entre 88 a 92, foi marcado de exemplos de envolvimento com a sociedade. Ele abriu as portas da UFMT à comunidade. Abriu as portas da UFMT aos presidenciaveis de 1989: Luiz Inacio Lula da Silva, Leonel Brizola e Roberto Freire. Abriu também as portas da universidade quando recepcionou no campus o Papa Joao Paulo II. 
O reitor Fred Muller, assim lembrado, inaugurou a TV Universidade, realizou importantes reformas administrativas, Foram criados 10 (dez) Institutos e 8 (oito) Faculdades, ampliando-se a participação de representantes no Conselho Universitário e no Conselho de Ensino e Pesquisa. Criaram-se também, nessa época, as coordenações de programa de pós-graduação, ampliando as possibilidades de implantação de novos cursos, tais como mestrado de Agricultura Tropical e o de Saúde Pública. 
Foi na sua gestão que foi criado o Instituto Universitário do Norte-Matogrossense (IUNMAT) no município de Sinop, a assessoria internacional e diversos novos cursos, entre eles o de medicina veterinária, comunicação social e computação. 
Houve, ainda, o patrocínio e coordenação do IX Festival da Chapada, em comemoração aos “500 Anos de América”, estruturando, naquela oportunidade (julho/1992), aquele município para um evento de alcance continental e internacional, com a participação de delegações do Peru, Paraguai, Bolívia, Argentina, México, Uruguai, Chile, Espanha, Cuba.
Na sua gestão, foi elaborado o Programa Interinstitucional de Formação Docente para Mato Grosso, com a participação da SEDUC, Prefeituras Municipais, UNEMAT, SINTEP. Era um projeto excepcional que se propôs a formar em nível superior todos os professores das séries iniciais da rede pública de ensino que não possuíam formação em nível superior. 
Para conseguir a realização dessa meta, foi criado o Núcleo de Educação Aberta e a Distância no Instituto de Educação, que foi referência para a educação a distância no Brasil. Eu fiz parte desta luta, com orgulho, integrando a primeira equipe do NEAD.
Esse Programa, ainda, hoje, em desenvolvimento, está sendo redimensionado para o desenvolvimento de sua fase II, com a meta de promover a formação inicial em nível superior para todos os professores leigos da rede pública de MT e, ainda, consolidar a formação continuada em todas as áreas da formação, numa parceria entre SEDUC, UFMT, UNEMAT e CEFETs.
Não posso deixar de mencionar que foi em sua gestão, precisamente em 05/03/1992, que eu, aluna, aluna da 1ª Turma do Mestrado em Educação Pública, defendi minha dissertação com o tema “Ensino de Linguagem: a Configuração de um Drama”.
Na gestão da professora Luzia Guimarães, primeira reitora desta universidade, fiz parte da equipe que propôs o Projeto do primeiro curso de EAD, em nível superior, no país: a Licenciatura em Educação Básica, séries iniciais, oferecida, em caráter experimental, na cidade de Colíder em 1995.  Desde o seu início, a UFMT já formou mais de 6 mil professores para o Estado, além de assessorar inúmeras universidades brasileiras nessa área.
Com a professora Luzia, tivemos também a definição de uma administração Pró-cidadania, a consolidação da política de interiorização, a gestão participativa, com ênfase nas parcerias, a valorização do ensino com a mudança do modelo acadêmico, a preocupação com a pós- graduação e pesquisa  e a reestruturação da editora universitária. Tudo isso caracteriza uma administração voltada para a busca da excelência. 
Administrar sob fortes restrições orçamentárias e financeiras e mesmo assim avançar é o que nos ensinou o professor Fernando Nogueira Lima. Entre 1996 e 2000 o numero de vagas na UFMT cresceu 167%. A interiorização da UFMT foi neste período determinante: 32 cursos para atender 81 municípios. No campus de Cuiabá foram construídos os laboratórios de comunicação social, o hospital veterinário, o centro cultural e o bloco de pós-graduação da FAEC. A isso, somam-se a criação da ouvidoria, um implemento na pós-graduação, o Programa Qualificar para mais de 34 mil pessoas e o crescimento de 92% no número de professores doutores. 
Na gestão de prof. Fernando, tive a oportunidade de participar da confecção de materiais pedagógicos para a Educação a Distância, num convênio com uma Universidade Espanhola.
Antes de falarmos da gestão de 8 anos do professor Paulo Speller, é importante que falemos do nosso Reitor Decano, período de 94 a 2006: professor Atílio Ourives, com quem tenho a honra de poder conviver e também de contar com seus históricos, jurídicos e sábios conhecimentos. Prof. Atílio é um incansável guerreiro da UFMT, estando aqui presente, desde a sua criação, em 1970. 
O pensamento do professor Atílio, em carta que me enviou, reafirma a convicção de que devemos buscar com todas as forças a integração da Universidade com os demais órgãos públicos e com a sociedade como um todo. Além de dizer da importância da união dos professores, alunos e servidores em busca de um ideal, na luta pela UFMT.
Com o professor Paulo Speller, pudemos assistir à retomada e a recuperação do nosso sistema de ensino, determinadas pelas políticas do governo federal.
Foram muitos os avanços nos últimos anos, em um esforço conjunto da equipe do reitor Paulo Speller, dos nossos professores e servidores técnicos/administrativos, com o apoio do Ministério da Educação, do Governo do Estado, das Secretarias de Estado, da nossa Bancada Federal e estadual.
A UFMT passou de 46 cursos em 2001 para 86 cursos em 2008, ampliando o número de vagas iniciais de 2.223 para 4.377. O processo de crescimento foi mais acentuado a partir de 2003, com a interiorização da graduação, por meio de turmas especiais e da educação à distância e, depois, por meio dos programas federais de expansão do ensino superior.
Assim, o campus de Rondonópolis passou de 8 para 17 cursos, o do Médio Araguaia, de 4 para 14 e o de Sinop, passou a oferecer seus primeiros 10 cursos regulares. O campus de Cuiabá, também no período 2000-2008, passou de 34 para 45 cursos. A educação à distância foi ampliada com a participação no Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), de forma que hoje temos instalados 13 pólos em Mato Grosso, com mais de 3 mil alunos. 
Avançamos também no número de grupos de pesquisa registrados no CNPq, que saltou de 24, em 2000, para 185 em 2008. O número de estudantes nos programas de iniciação científica e o número de projetos de pesquisa registrados na PROPeq (pró-reitoria de pesquisa) foram triplicados. Em 2000, havia quatro cursos de mestrado. No início de 2008, chegou-se a 19 mestrados, três doutorados, sendo um deles interinstitucional. Esses cursos são responsáveis pela quase totalidade da produção científica de Mato Grosso. Hoje, quase 90% de nossos professores são pós-graduados, mais de 500 deles com doutorado.
Tive a honra de ter sido Pró-Reitora de Graduação na primeira gestão do professor Paulo Speller e coordenadora do NEAD, na segunda, depois do meu doutoramento em educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Com ele aprendi a força do estabelecimento da interação universidade- classe política-sociedade civil. 
Desse processo, com ênfase nas parcerias com o governo do Estado e com a nossa Bancada Federal, foi possível assegurar uma nova área e os recursos para a construção do novo hospital universitário. Além de construção, ampliação e reforma de alguns de nossos espaços acadêmicos, a exemplo da reforma do nosso ginásio de esportes, dentre outras. Hoje, pela manhã, assistimos à inauguração da escola de redes, do prédio da faculdade de enfermagem, da pós-graduação e da pesquisa da área da agricultura tropical.
Acompanhei também, durante sua gestão, o início de um processo de recuperação das universidades e a importância de uma política de Estado com ênfase na educação.
A recuperação das Universidades Federais, como sabemos, torna-se cada vez mais necessária para que o país tenha um crescimento sustentável satisfatório para ultrapassar a condição de país emergente para desenvolvido. 
É fundamental destacar, nesse cenário, a importância do ensino superior e a reconstrução das universidades federais como instituições de excelência e de ponta em pesquisa, com potencial para proporcionar a ampliação da formação de doutores e mestres em todas as áreas de conhecimento, sobretudo com prioridade para as áreas de conhecimento em ciências exatas, sem o que será difícil pensar na mudança de patamar de país emergente para desenvolvido. 
De forma autônoma, a Universidade, como Instituição Social, deve se comprometer com a vida da sociedade, articulando-se a poderes e direitos democráticos. Deve compreender-se em interação e articulação permanente com outras instituições sociais, com a clareza de que, mediante suas ações, pode e deve contribuir para a construção de um mundo melhor.
Por estas razões, deve haver entre nós, dirigentes das universidades federais, a compreensão da necessidade de integrar as nossas instituições ao projeto de desenvolvimento, na formação de pessoal e na produção de pesquisas científicas de alta qualidade e relevância, que atendam às necessidades do país e das nossas regiões e Estados, incrementando o setor produtivo com novos serviços e produtos. 
Temos a consciência do papel preponderante que a nossa Universidade Federal tem para a nossa região e para o país e, por esta razão, buscaremos, incansavelmente, a participação e apoio de Prefeituras, Câmaras Municipais, Assembléia Estadual, Bancada Federal, Governo do Estado e Sociedade Civil, porque temos a convicção de que esses envolvimentos fazem a diferença e são fundamentais na consolidação da UFMT.
A população e a classe política de Mato Grosso compreendem a importância da UFMT para o desenvolvimento da região e do país.
Para tanto, é imprescindível não só a consolidação dos avanços que conseguimos em todos esses anos da UFMT, como espaço independente de formação e produção de novos conhecimentos para o Estado, a região e para o Brasil, a partir do apoio determinado do governo federal através do Plano de Desenvolvimento da Educação, mas também que continuemos avançando em termos da expansão de cursos de graduação e de pós-graduação, ampliação de grupos de pesquisa e inserção e participação, pela extensão, cada vez mais no contexto sócio-econômico-cultural do nosso Estado.
Até 2012, no contexto do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, estaremos oferecendo, aproximadamente, 7.400 vagas para o vestibular, tendo a preocupação não só com a democratização do acesso, mas também com a qualidade, seguindo o exemplo dos cursos da área da saúde e do Serviço Social, com um nível de excelência registrado recentemente pelo ENADE. 
Apesar de todas as realizações e avanços da nossa UFMT, em um esforço coletivo de sua comunidade interna e externa, temos muito que caminhar. 
Os desafios são muitos e, dentre eles, gostaria de dar destaque para algumas ações imprescindíveis em nossa gestão:
1- Participação efetiva, ao lado da SEDUC, dos Cefets/MT e  da Unemat, da  Formulação de um Programa Interinstitucional de Qualificação Docente para o Estado de Mato Grosso,  no contexto do PAR, com vistas à formação inicial e continuada, com o envolvimento de todas as licenciaturas da UFMT;
2- Criação de um Centro de Formação de Professores que congregue todas as licenciaturas da UFMT;
3- Ampliação dos programas de assistência estudantil e dos espaços de participação democrática;
4- Ampliação do programa de capacitação e de bem-estar do servidor técnico-administrativo; 
5- Implantação dos novos cursos de graduação criados no contexto dos planos de expansão do governo federal e criação de novos, em todos os campi, sobretudo  aqueles ligados às vocações regionais e às necessidades da implantação do novo ensino médio;
6- Ampliação dos espaços físicos dos campi do interior e de Cuiabá;
7- Luta para criação de mais campus no interior (Várzea Grande e Chapada dos Guimarães já reivindicam luta nesse sentido)
8- Criação e Implementação do Campus II de Cuiabá, na área doada pelo Governo do Estado para a construção do novo Hospital Universitário;
9- Construção do nosso novo Hospital, que já conta com emendas da nossa BANCADA FEDERAL, ampliando seu atendimento dos atuais 126 leitos para 250.  
10- Ampliação do espaço da biblioteca central, com a construção do prédio próprio da Reitoria e pró-reitorias da UFMT;
11- Criação de novos cursos de pós-graduação stricto sensu em Cuiabá e nos campi de Rondonópolis, Sinop e do Médio Araguaia;
12- Reestruturação Acadêmico-administrativa da UFMT, na busca de avanços epistemológicos na construção dos nossos currículos, além da modernização do nosso modelo de gestão;
13- Criação e implementação de um sistema interno de acompanhamento e avaliação de cursos para que, aliado à avaliação nacional, possa possibilitar a garantia da qualidade de todos os nossos cursos de graduação, na busca da mesma excelência obtidos pelos nossos cursos da área da saúde e do serviço social;
14- Construção de um Centro de Vivência que possibilite a integração da comunidade interna e externa;
15- Construção de um novo auditório para dar sustentação às atividades científicas e artísticas dos cursos da UFMT.  
16- Criação de um Centro de Tecnologia Educacional para dar apoio ao ensino mediado pelas NTICs
17- Apoio à criação da Universidade Federal de Rondonópolis.
Essas são algumas das inúmeras ações com as quais temos compromissos em nossa gestão. E, por isso, consciência da enorme responsabilidade que nos aguarda. Todavia, ao lado da inevitável preocupação que nos acomete, nesse momento, está a certeza de poder contar com o apoio do Governo Federal e do Ministério da Educação para que nossas propostas e sonhos se realizem.  
A certeza também de poder contar com o apoio das nossas Bancadas Federal e a Estadual, do Governo do Estado, principalmente através da SEDUC, SECITEC, FAPEMAT; 
A certeza de poder contar com o apoio dos nossos pró-reitores e coordenadores, diretores dos institutos e faculdades, dos nossos diretores dos campi universitários, coordenadores de cursos e chefes de Departamentos; professores, servidores técnico-administrativos e estudantes que, no dia-a-dia, constroem a nossa UFMT. 
Sobretudo, tenho a certeza do apoio da minha família, meu esposo e filhos aqui presentes, de minhas irmãs e irmãos, de D.Raimunda, minha secretária, sem os quais eu não teria a força e energia que esse cargo requer.
Por fim, eu não poderia no final dessas minhas palavras, dizer que terei à frente da Reitoria a mesma determinação que meus pais Maria Pereira Cavalli e Aristides Cavalli tiveram para que seus 11 filhos estudassem, em um tempo não muito promissor. 
Obrigada minha mãe, pelos sacrifícios que a senhora fez para que, hoje, eu pudesse estar aqui.
Obrigada a todos pela presença, apoio e carinho.