UFMT discute contingenciamento com diretores de Institutos e Faculdades




Com o objetivo de promover o diálogo e a transparência com as unidades acadêmicas sobre a atual situação financeira e orçamentária, a Administração Superior da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) promoveu, na tarde desta quarta-feira (13), uma reunião com os diretores de Institutos e Faculdades de todos os Câmpus da Instituição.
O orçamento de 2017, comparado ao do ano anterior, teve redução de cerca de 38% nos recursos destinados ao capital, utilizado para realização de obras e aquisição de equipamentos, e de aproximadamente 4,5% na verba destinada ao custeio, referente a manutenção de despesas básicas. Vale ressaltar que o orçamento das Universidades foi aprovado pelo Congresso Nacional, porém, até o mês de setembro, não foi liberado integralmente.
A situação, que também é vivida pelas demais Instituições Federais de Ensino Superior, foi alertada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da qual a reitora da UFMT, professora Myrian Serra, também é diretora. Tal movimentação tem como principal objetivo mostrar à sociedade a situação delicada pela qual passa o ensino superior no Brasil.
“Durante a reunião, foram explicitados os recursos disponíveis e o orçamento para o ano de 2017. Este momento também representa a abertura para que sejam apresentadas propostas e sugestões, assim como a partilha de informações para um melhor alinhamento”, destacou a reitora.
Diante deste quadro, a Administração Superior da UFMT já vem realizando, a partir de um constante planejamento, a adequação dos recursos recebidos, promovendo a racionalização e a otimização das atividades que necessitam de mais recursos financeiros como, por exemplo, as atividades de campo.
Outra ação a ser implementada será a adoção de um calendário de aquisições, de modo a garantir um menor custo na aquisição de materiais e patrimônio. Tais medidas objetivam a manutenção da excelência no ensino público ofertado, preservando suas atividades fins, que são o ensino, a pesquisa e a extensão.
Espírito de colaboração
A diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) do Câmpus de Rondonópolis, professora Cecília Fukiko Kamei Kimura afirmou que a expectativa da reunião era conhecer as propostas. “Já sabemos que o recurso é pouco, mas temos que saber como isso pode ser gerenciado. Acredito que com espírito de colaboração, nós, como gestores, vamos encontrar soluções. Estamos atentos aos últimos acontecimentos; entretanto, a Universidade precisa caminhar”, explicou.
O diretor da Faculdade de Geociências, professor Paulo César Corrêa da Costa, destacou que a questão financeira é um assunto que deixa a todos apreensivos. A mesma sensação foi compartilhada pelo Pró-Reitor do Câmpus de Várzea Grande, professor Mauro Lúcio Naves Oliveira. “Nosso Câmpus passa por dificuldades muito grandes. Estamos aqui para ver qual é a perspectiva para o ano que vem”, completou.
Além da reitora, a reunião contou com a participação do vice-reitor, professor Evandro Soares, do Reitorado e dos Pró-Reitores dos Câmpus do Interior.
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