UFMT - Rondonopolis - MEC autoriza 100 vagas em medicina para UFMT

MEC autoriza 100 vagas em medicina para UFMT

Publicado em Notícias | 06/06/2012

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está entre as universidades públicas federais e instituições particulares de educação superior autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer mais 2.415 vagas em cursos de medicina a partir do segundo semestre deste ano. A UFMT foi contemplada com 100 vagas, das quais 60 para o campus de Sinop e 40 para o campus de Rondonópolis.
Segundo a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder, a UFMT trabalha na perspectiva de ampliação de cursos. A reitora considera importante a instituição entrar na mobilização do país para a formação de médicos. Agora, a reitora aguarda ser chamada pelo Ministério da Educação para trabalhar os planos pedagógicos e de infraestrutura para os novos cursos.
A expansão autorizada pelo MEC contempla todas as regiões do país. Em universidades públicas federais, a expansão da oferta do ensino de medicina prevê a abertura de 1.615 vagas. Outras 800 vagas serão abertas em nove instituições particulares.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou em entrevista coletiva concedida ontem (5) que a qualidade na expansão do número de vagas será acompanhada pelo governo federal. “Nosso esforço é ampliar com qualidade a quantidade de vagas em cursos de medicina. Não estamos com pressa, queremos fazer bem feito”, disse.
Até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas. Ele também ressaltou que a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do chamado índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação.
Para apoiar a expansão das vagas serão contratados 1.618 professores e 868 técnicos administrativos. Com 1,8 médicos para cada mil habitantes, o Brasil tem, proporcionalmente, pequeno número de profissionais nessa área, quando comparado a outros países da América Latina. A média de vizinhos como Argentina e Uruguai chega a 3,1 e a 3,7 médicos por mil habitantes, respectivamente. Alguns países europeus contam, proporcionalmente, com o dobro de médicos. É o caso da França (3,5), Alemanha (3,6), Portugal (3,9) e Espanha (4,0). “Temos uma oferta de médicos insuficiente para atender a sociedade brasileira”, ressaltou Mercadante, ao citar dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (Ascom com informações do MEC)

Veja a apresentação do ministro Aloizio Mercadante

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