Estudantes participam do III Estágio Interdisciplinar de Vivência
 UFMT - Varzeagrande - Estudantes participam do III Estágio Interdisciplinar de Vivência

Estudantes participam do III Estágio Interdisciplinar de Vivência

Publicado em Notícias | 29/02/2012

Estudantes das universidades federais de Mato Grosso (UFMT), de Goiás (UFG), da Grande Dourado de Mato Grosso do Sul (UFGD), de Minas Gerais (UFMG), do Paraná (UFPR) e de Santa Maria do Rio Grande do Sul (UFMS) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) participaram do III Estágio Interdisciplinar de Vivência (III EIV – MT) entre os dias 13 e 29 de fevereiro, em Mato Grosso. Organizado pelos estudantes da UFMT que compõem a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e a Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (Enesso), o evento reuniu acadêmicos das mais variadas áreas do conhecimento.
Articulado em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a construção do Estágio contou ainda com a participação de estudantes da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (Abeef) e da Executiva Nacional dos Estudantes de Biologia (Enebio).
O Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV), experiência construída em nível nacional desde meados da década de 1980, pelas diversas executivas de curso em conjunto com os movimentos sociais do campo, visa aprofundar o debate e a vivência sobre a questão agrária entre os estudantes para que entendam os desafios e contradições.
Nesse sentido, o EIV é dividido em três fases. Na primeira fase, os estudantes fazem sua preparação para vivência por meio de estudos e discussões a respeito da questão agrária, sociedade, educação, entre outros temas. Já na segunda fase, o estagiário vivencia a realidade dos assentamentos de reforma agrária na prática, e convive com uma família assentada pela reforma agrária,durante uma semana. Na terceira fase, os estudantes se reúnem novamente para compartilhar e avaliar as experiências.
O evento contou com apoio da UFMT, MST, SEEB, Adufmat, Andes, Sintep/MT, Sintuf e Mercado do Porto.
Histórico - Nascido das experiências acumuladas pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), na década de 80, o Estágio de Vivência tornou-se um espaço consolidado em inúmeras universidades do país e tem contribuído de maneira significativa na formação de profissionais mais voltados para a difícil realidade social brasileira.
Além de promover um envolvimento maior das universidades com as suas regiões de abrangência, rompendo com o academicismo desprovido de práxis social, o Estágio de Vivência proporciona aos estudantes universitários um contato direto com as comunidades de assentados e agricultores familiares organizados,e vivenciam na prática os problemas, as formas de organização e os desafios por enfrentados pelas comunidades.
Com uma metodologia bastante distinta dos projetos formais de extensão desenvolvidos nas universidades, o Estágio de Vivência se caracteriza por fundamentar-se em alguns princípios básicos, dentre eles a interdisciplinaridade, onde procura incentivar a participação de diversos cursos para que possa abranger a realidade sob diversos enfoques, de acordo com as respectivas áreas do conhecimento. Outra característica importante é a forma interativa dos espaços reservados à discussão, principalmente nas fases de preparação e avaliação, privilegiando o debate como forma de construção do conhecimento, e reflexão coletiva sobre as diferentes realidades vivenciadas durante o Estágio.
Este projeto busca ainda, em sua primeira fase, mostrar a relação social do modelo de desenvolvimento imposto à sociedade brasileira comparada à realidade vivida pelos assentados, por meio de cursos de formação política envolvendo economia e o modelo agrário, embasado em profundos estudos teórico- práticos desta realidade.
 

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