Colaboração internacional produz o primeiro filhote de onça-pintada nascido após Inseminação Artificial
 UFMT - Colaboração internacional produz o primeiro filhote de onça-pintada nascido após Inseminação Artificial

Colaboração internacional produz o primeiro filhote de onça-pintada nascido após Inseminação Artificial

Publicado em Notícias | 15/03/2019

Pesquisadora da Faculdade de Veterinária (Favet), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com cientistas da Associação Mata Ciliar e do Zoológico de CIncinnati, nos Estados Unidos, desenvolveram um procedimento que permitiu produzir o primeiro filhote de onça-pintada nascido após Inseminação Artificial no Mundo.
“O nascimento do filhote é um marco importante e revigora a possibilidade de usar a reprodução assistida como uma ferramenta conservacionista”, afirmou a professora Regina Célia Rodrigues da Paz, da UFMT.
Devido à caça furtiva e à perda e fragmentação de habitats, as onças-pintadas diminuíram drasticamente em várias regiões do Brasil. A espécie está classificada como "quase ameaçada" com uma tendência populacional ao declínio na América Latina.
“A coleta de sêmen e a Inseminação Artificial podem ser usadas para propagar pares geneticamente valiosos que não podem se reproduzir naturalmente devido a problemas comportamentais ou deficiência física. Essa abordagem também pode promover a conectividade entre felídeos que vivem em zoológico e na natureza, possivelmente revigorando a diversidade genética de ambas as populações”, explicou a professora.
Para que a experiência fosse um sucesso, os pesquisadores desenvolveram um procedimento de sincronização do cio do animal utilizando hormônios exógenos e monitoramento não invasivo, além de realizarem adaptações das técnicas de inseminação por videolaparoscopia para a espécie.
“Após a inseminação com sêmen fresco, a fêmea pariu um único filhote saudável após 104 dias de gestação. Monitoramento remoto por vídeo mostrou cuidados maternos adequados nos primeiros dias após o nascimento. Infelizmente, o filhote foi morto pela mãe dois dias após o nascimento, o que não é incomum para carnívoros mantidos em cativeiro”, concluiu.
Também fizeram parte do trabalho as pesquisadoras Cristina Adania, Priscila Yanai e Jéssica Paulino, da Associação Mata Ciliar e os cientistas Bill Swanson e Lindsey Vansandt do Zoológico de Cincinnati.

*A foto que ilustra essa notícia é de autoria de Fernando VonZuben

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