Trabalho desenvolvido pela UFMT será apresentado em congresso internacional
 UFMT - Trabalho desenvolvido pela UFMT será apresentado em congresso internacional

Trabalho desenvolvido pela UFMT será apresentado em congresso internacional

Publicado em Notícias | 08/02/2019

Um estudo de caso com uma paciente de 53 anos com câncer no estômago resultou em um trabalho que será apresentado no 2019 Annual Meeting, World Congress on Exercise is Medicine of the American College of Sports Medicine. A pesquisa é fruto da parceria do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Hospital do Câncer e foi realizada pelo doutorando Roberto Carlos Vieira Junior.
Intitulado "Stomach Cancer - Physical and Functional Tests", o trabalho integra o Projeto de pesquisa “Avaliações por meio de testes físico-funcionais e análises bioquímicas em pacientes internados da clínica médica do HCan-MT visando prescrição de exercícios físicos como tratamento não farmacológico”.
Segundo o orientador do trabalho, professor Fabrício Voltarelli, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina (FM), foi constatada na paciente, um diagnóstico diferencial de perda de massa magra, necessidade de auxílio para levantar da cadeira e incapacidade de subir escadas. “A paciente foi submetida a testes físicos e funcionais, previamente à cirurgia, os quais foram aplicados pelo doutorando e alunos estagiários do projeto. Os testes aplicados, bem como os resultados obtidos em cada um deles, foram os seguintes: preensão manual (média de 30kg.f em ambas as mãos [considerado bom]); flexão de cotovelo de 30 segundos (13 repetições [considerado bom]); levantar e sentar da cadeira em 30 segundos (11 repetições [considerado adequado]); Up and go test (9 segundos [baixo risco de quedas]); velocidade de marcha (1 metro / segundo [adequado]); caminhada de 2 minutos (109 elevações do joelho [boa capacidade funcional])”, relata.
O docente ressalta que os bons ‘scores’ apresentados nos testes aplicados não condiziam com os dados de incapacidade supracitado. “As dificuldades locomotoras diagnosticadas por meio dos exames clínicos/físicos, denotaram tendência à sarcopenia, isso é, perda exacerbada de massa muscular magra. Por outro lado, os testes físicos não corroboram essas informações e não confirmam, de forma independente, a incapacidade física antes da realização da gastrectomia total que a paciente iria ser submetida. Tal fato pode ser devido ao fato de que os testes físicos/funcionais utilizados no estudo são indicados para idosos e não para pacientes oncológicos, para os quais não existem testes específicos para esse fim”, acrescenta.
“Dessa forma, nossas conclusões para esse caso, frente à essa importante discrepância entre exames clínicos/físicos e testes físicos/funcionais, foram as seguintes: necessidade de desenvolver testes físicos / funcionais para serem aplicados, especificamente, em pacientes com câncer, independentemente do tipo de tumor; Testes físicos atualmente disponíveis foram desenvolvidos para uma população idosa, o que pode comprometer a interpretação dos resultados obtida (baixa especificidade e sensibilidade); Prescrição de exercícios físicos (como tratamento não farmacológico) para pacientes com câncer de estômago deve começar antes da cirurgia, porque o paciente atual apresentava, com antecedência, dificuldades locomotoras; e o questionário por nós utilizado (SARC-F) parece ser uma boa ferramenta para detectar sarcopenia em um paciente com câncer de estômago, embora também exija adaptações futuras para este fim”, finaliza.
O trabalho foi aceito na modalidade Clinical Case e será apresentado, de forma oral, no evento que acontece entre 28 de maio e 01 de junho em Orlando, nos Estados Unidos.
 

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