Sistema de classificação desenvolvido pelo Inau é adotado na Colômbia
 UFMT - Sistema de classificação desenvolvido pelo Inau é adotado na Colômbia

Sistema de classificação desenvolvido pelo Inau é adotado na Colômbia

Publicado em Notícias | 14/11/2017

Afim de melhor compreender os recursos hídricos de seu país e como eles se relacionam com fenômenos climáticos, cientistas do governo colombiano decidiram adotar o sistema de classificação de Áreas Úmidas desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (Inau), instituição científica coordenada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A demanda por informações sobre as áreas úmidas da Colômbia surgiu após as inundações ocorridas em 2010, que deixaram centenas de mortos e desabrigados no país. De acordo com o professor Paulo Teixeira, coordenador do Inau, a preservação de áreas úmidas é de extrema importância para o ciclo hidrológico e esse sistema de classificação permitiria uma melhor compreensão das regiões. “Um dos serviços ambientais prestados pelas Áreas Úmidas é a regularização do ciclo hidrológico, uma vez que essas regiões funcionam como esponjas, absorvendo o grande volume de água nas épocas de cheia e liberando isso em épocas de seca, o que evita eventos extremos como enchentes e secas acentuadas”, explica.
A princípio, o Sistema de Classificação e Delineamento das Áreas Úmidas Brasileiras e de seus Macrohabitats foi idealizado pensando em dar subsídios científicos para o desenvolvimento de políticas públicas ligadas a preservação dessas regiões. A professora Cátia Nunes da Cunha, do Instituto de Biociências (IB) e pesquisadora do Inau, conta que esse esforço obteve reconhecimento nacional e internacional. “Essa proposta de classificação que desenvolvemos é diferente da que outros países adotavam, mas está tendo grande aceitação internacional, principalmente nos países latino-americanos. Eu acredito que isso se aconteça por ser simples e fácil de usar, algo que permite uma grande aplicabilidade pelos países em desenvolvimento”, afirma.
 

Imprimir Enviar Notícia

Rodapé Animado UFMT