Seminário aborda necessidade de registros de câncer em MT
 UFMT - Seminário aborda necessidade de registros de câncer em MT

Seminário aborda necessidade de registros de câncer em MT

Publicado em Notícias | 19/04/2017

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio do Instituto de Saúde Coletiva (ISC), promoveu, na manhã desta quarta–feira (19), no Auditório do Hospital do Câncer de Mato Grosso, o primeiro seminário de epidemiologia de câncer. O objetivo do evento é sensibilizar os gestores e profissionais da área de Saúde para a importância e a necessidade de registros sistematizados de novos casos de câncer no Estado. O evento faz parte do projeto de extensão “Vigilância do Câncer, Fatores Associados e Atualização do Banco de Dados”, desenvolvido pelo ISC, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES).
A cerimônia de abertura contou com a presença do reitor em exercício da UFMT, professor Evandro Soares, que destacou a relevância do mapeamento e o registro fidedigno do acometimento do Câncer em Mato Grosso. Na sua visão, essa iniciativa trará mais eficiência às ações dos gestores e profissionais da saúde que executam a vigilância e combatem a Doença no Estado. “Além disso, permitirá o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção com base em dados seguros, articulados e fundamentados cientificamente”, acrescentou ele, ressaltando ainda o papel social da Universidade em estabelecer o diálogo com outros setores da sociedade por meio da sua vocação extensionista.
Projeto coletivo
De acordo com a coordenadora do projeto de extensão, professora Noemi Dreyer Galvão, ele visa a capacitação dos profissionais de saúde para a atualização e sistematização dos registros referentes aos casos de câncer em Mato Grosso. “A organização desses dados vai dar a real dimensão da evolução da doença no Estado, permitindo o planejamento de ações de prevenção e redução dos casos na Região”, acrescentou.
A secretária executiva da SES, Fátima Aparecida Melo, que representou o titular da pasta, Luís Soares, frisou a importância da UFMT, não só na formação acadêmica, mas também pela atuação social, por meio de seus projetos de extensão. “De posse das informações, podemos tomar decisões mais acertadas e melhorar nossa política de intervenção. É um projeto coletivo, que vai resgatar um pouco a capacidade gestora da Secretaria, ante os desafios impostos pela atual conjuntura nacional, que acaba afetando tanto os gestores quanto a vigilância e a assistência”, explicou, ressaltando a relevância da parceria.
A técnica do Instituto Nacional do Câncer (INCA), responsável pelo registro da Doença no Brasil, Marceli de Oliveira Santos, também ressaltou a importância do controle de dados para a prevenção e o tratamento do câncer. “Ter informação de qualidade é imprescindível para podermos planejar ações de controle da doença. Esse projeto vai trazer luz a essa questão porque permitirá que Estado tenha informações precisas, as quais poderão servir de apoio para novas teses, estudos e pesquisas, que, no fim, resultará na melhoria da saúde para a população do Estado”, avaliou.
A mestranda em Saúde Coletiva, Stephanie Sommerfeld de Lara, integrante do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast), do ISC, pesquisa sobre intoxicacões agudas por agrotóxicos na populacão em geral das regiões de Mato Grosso.  “Ter acesso a esses registros vai contribuir muito com a nossa pesquisa e com a minha formação profissional”, assegurou.
Após a cerimônia de abertura, o médico da Santa Casa e do Centro de Oncologia de Cuiabá, Wilson Garcia Pereira, ministrou a palestra “O que é Câncer”, por meio da qual apresentou as noções básicas sobre a doença, como ela surge, os fatores de risco, sua evolução e as formas de tratamento. “O câncer é a segunda causa de morte no Brasil e por ser uma doença muito incidente, o levantamento dos dados e um adequado registro sobre ela é fundamental para um tratamento efetivo, além de propiciar políticas públicas eficazes de prevenção e de capacitação dos gestores, bem como dos futuros profissionais, que poderão realizar diagnósticos cada vez mais precoces e precisos, fatores diretamente relacionado ao índice de cura”, finalizou.

Imprimir Enviar Notícia

Rodapé Animado UFMT