GRUPO DE ESTUDO: O Ensino de Geografia e a Educação Ambiental nas Escolas Estaduais de Poconé

 

Gilmar Ferreira

Edinaldo de Castro e Silva


 

Introdução

 

O município de Poconé é palco de duas grandes atividades econômicas ligadas ao Meio Ambiente. De um lado está o garimpo com suas transformações bruscas da paisagem, alterando as relações de trabalho e fazendo surgir um trabalhador característico - o filãozeiro. Do outro, a pecuária extensiva resiste ao tempo e às mudanças com a utilização dos vastos campos pantaneiros e lançando mão das inúmeras oportunidades que a natureza local oferta. É deste palco que oriunda a maioria dos alunos das Escolas Estaduais de Poconé e são os mesmos que estão à espera do conhecimento de Geografia que vai ser trabalhado nas escolas.

Mas como relacionar esta discussão, que no primeiro momento parece ser só ambiental, com os conteúdos de Geografia transmitidos diariamente nas salas de aula? Se no momento é difícil o professor discutir o conteúdo específico do livro didático porque falta-lhe formação/informação, como ainda exigir que o mesmo faça uma discussão que envolva os problemas ambientais do município? Partindo dessa problemática que se pensou formar o Grupo de Estudo com a tarefa de discutir a prática de sala de aula; como estão sendo trabalhados os conteúdos, e que visão de mundo está sendo transmitida, mas jamais com o intuito de ensinar conteúdos específicos de Geografia, até porque o tempo é exíguo e não é este o objetivo do trabalho. Ainda assim, a formação do Grupo teve como meta discutir a Educação Ambiental que atualmente se trabalha, ou que deve vir a ser, quando se ensina Geografia, seguindo o princípio que:

"Politizar esta abordagem é hoje trazer a questão ambiental à tona, ou se preferirmos, dar um tratamento ecológico ao estudo do quadro físico e, de resto, a qualquer estudo geográfico. A abordagem ecológica tem o grande mérito de explicar a imposição dos limites que os homens se impõem a si mesmos na busca de suas realizações sociais, tendo como pano de fundo a própria natureza. Além do mais, se não pretendemos desenvolver um conhecimento que seja a-histórico, isto é, completamente descolado da realidade (inclusive da que queremos construir), não há como negar que a questão ambiental é a preocupação central deste final de século."

(Carvalho, 1986)

Para analisar a realidade do que pensa o grupo de professores sobre Educação Ambiental e como esta pode ser efetivamente trabalhada, foi aplicado um questionário com o intuito de captar os conceitos, ou até mesmo as concepções, que os mesmos possuem e qual a visão existente com relação à atividade garimpeira na cidade de Poconé. Isto foi necessário considerando que a partir do enfoque dado pelo grupo é que se colocou em discussão a prática ambiental desenvolvida na escola. Todavia, o questionário proposto não foi analisado isoladamente. Serviu apenas como um pré-teste para o início da pesquisa, pois a convivência com o grupo aliada à observação é que darão o suporte para os resultados finais.

Metodologia

O Grupo de Estudo foi formado com o objetivo de discutir os conteúdos de Geografia trabalhados na V à VIII e 2º Grau das Escolas Estaduais do município de Poconé (MT) sob a ótica da Educação Ambiental, pois esta deve ser considerada como uma estratégia de mudanças de atitudes e de comportamento vinculada diretamente às atividades produtivas da sociedade (Speller, 1993).

Das onze escolas estaduais foi solicitada, inicialmente, a presença de 02 (dois) professores por unidade escolar, especialmente aqueles que ministram a disciplina de Geografia ou que são habilitados nesta área. O universo pesquisado apresentou-se conforme o Quadro I.

O instrumento utilizado foi um questionário com seis questões abertas que abordaram os conceitos dos professores sobre Geografia, Educação e Educação Ambiental. Das questões apresentadas, apenas quatro serão analisadas nesta abordagem inicial, que visa discutir os conceitos e as ações pré-concebidas sobre Educação Ambiental e a prática diária da sala de aula. As questões foram:

O que você entende por Educação Ambiental? O objetivo desta questão era verificar se o professor possuía algum conceito formado sobre a Educação Ambiental, mesmo que não seja aquele corretamente aceito pelos ecólogos.

O que você, enquanto educador(a), tem feito sobre Educação Ambiental na sua escola ou na comunidade? Aqui pretendia colher informações das atividades desenvolvidas pelo professor, individualmente ou em conjunto com outras pessoas, na escola e até mesmo nas diversas associações comunitárias que existem no município.

Qual a sua opinião sobre o garimpo de ouro dentro da cidade de Poconé? É desta questão o ponto de partida para a discussão em torno dos problemas ambientais do município. Sobre a opinião do professor com relação ao garimpo é que se encontra o caminho para as propostas de Educação Ambiental.

Na sua opinião, o que está faltando para trabalhar Educação Ambiental na sua escola? Considerando que os professores poderiam sentir a necessidade de apresentar algumas das dificuldades do dia a dia que impedem o desenvolvimento da Educação Ambiental foi o motivo de colocar esta questão no instrumento de pesquisa. Aqui poderiam apresentar os culpados e os óbices que provavelmente existem nas escolas.

 

QUADRO I - As escolas estaduais do município de Poconé e o n.º de professores participantes da pesquisa

NOME DA ESCOLA

N.º PARTICIPANTES

EEPG Juscelino K. de Oliveira

03

EEPSG Bacharel Ribeiro de Arruda

02

EEPG Marechal Rondon

03

EEPSG Eucaris da Cunha N. Moraes

02

EEPSG Dom Francisco de A. Corrêa

02

EEPG Profª. Maria Helena A. Bastos

02

EEPSG Antônio João Ribeiro

01

EEPG Frei Carlos Vallete

01

EEPG Gen. Caetano de Albuquerque

00

EEPG Prof. Lisandro N. Pereira

02

EEPSG de Suplência Felicidade A. Rondon

00

Secretaria Municipal de Educação / Assessoria Pedagógica

02

TOTAL

20

 

Aplicou-se o referido instrumento no começo das atividades, que foram desenvolvidas num dia, em período integral, sem terem sido anteriormente discutidas as questões e nem mesmo os temas enfocados nas perguntas. Cada participante respondeu sem se identificar com o objetivo de oferecer maior liberdade para emitir suas opiniões, apenas colocando um número aleatório que será utilizado na identificação das respostas aqui transcritas.

A análise dos dados levou em conta cada resposta dada. Para tanto, foi necessário transcrever todas as respostas e compará-las, permitindo o agrupamento daquelas que possuíam semelhanças nos conceitos emitidos ou nas mesmas observações.

Os professores que responderam o questionário possuem a seguinte formação: 04 com Licenciatura em Geografia; 01 com Licenciatura em Estudos Sociais; 10 com Licenciatura em Pedagogia; 01 com formação em Teologia; 03 com habilitação em Magistério; e 01 com habilitação em Técnico de Contabilidade - ambas a nível de 2º grau.

O Grupo de Estudo está fundamentado num projeto encaminhado à Secretaria Estadual de Educação e à Secretaria Municipal de Educação de Poconé, sendo aprovado pelas mesmas e recebendo apoio financeiro para sua execução. Portanto, o resultado agora exposto vem retratar a situação atual que se encontra a discussão sobre Educação Ambiental nas escolas. Não é o resultado final do projeto, mas o primeiro passo para abordar o assunto e trazer à tona o problema.

Resultados/Discussões

Toda a discussão acadêmica relacionada com a implantação da Educação Ambiental nas escolas públicas parece ser ainda inócua, principalmente quando defrontamos com a realidade vivenciada na sala de aula. Existem muitos professores que já vislumbram alguns caminhos e estão buscando alternativas, mas como a Educação Ambiental envolve um mudança radical de mentalidade (Gadotti, 1993), estes encontram diversas barreiras, sejam econômicas, políticas e até mesmo institucionais.

 

QUADRO II- QUESTÃO N.º 01: O que você entende por Educação Ambiental?

CARACTERÍSTICAS DAS RESPOSTAS

QUANTIDADE

%

- Conscientização do homem para os problemas

 ambientais

07

35

- Estudo do meio ambiente (meio físico/ natureza)

 

08

40

-Meio de preservação da natureza

 

04

20

 

- Não houve resposta

01

05

TOTAL

20

100

Pode-se verificar que 40% do grupo vê a Educação Ambiental apenas como "estudo do meio ambiente" voltado tão somente para os aspectos físicos, mas ao considerar o enfoque da relação meio ambiente + preservação da natureza = Educação Ambiental, este percentual sobe para 60%. Isto demonstra como a maioria dos professores não percebe que a preservação/ conservação da natureza inclui o ser humano, este como integrante do processo a ponto de conseguir alterar tudo o que está ao seu redor. Todavia, no grupo pesquisado há aqueles que têm conceitos bem formulados (cerca de 35%) concernentes à Educação Ambiental, tais como:

"É ter responsabilidade de desfrutar dos meios naturais de uma forma equilibrada (educada) e se preocupando com a geração vindoura, deve ter consciência que o homem não é dono da natureza e sim integrante dela, portanto deve estar educado para saber conviver."

[Professor(a) n.º 2002]

Ou mesmo:

"É a tomada de consciência dos problemas e necessidades ambientais da nossa sociedade e a predisposição para as mudanças, buscando a sua melhoria."

[Professor(a) n.º 333]

A preocupação, pois o grupo observado é na sua maioria professores de Geografia, é que se percebe em algumas respostas a nítida reprodução do conceito emitido pelo livro didático, como:

"É o estudo do ambiente que está ao nosso redor."

[Professor(a) n.º 70]

Ou simplesmente:

"É o estudo do meio ambiente."

[Professor(a) n.º 101]

Foi possível observar nas respostas dessa questão que a idéia de processo longo e contínuo de transformação das ações do ser humano frente ao seu espaço não é percebida por muitos educadores. Cria-se, assim, um vácuo entre as informações (ou mesmo desinformações) fornecidas nas escolas e a prática cotidiana dos alunos. Muitos destes ainda sobrevivendo da atividade garimpeira. LIMA (1984), definiu acertadamente a causa deste problema quando afirmou que:

"o problema maior reside na ausência de um embasamento teórico capaz de transformar essa relação numa discussão objetiva. E esta ausência existe porque o papel da educação na defesa do meio ambiente está ainda numa condição embrionária."

E na maioria das vezes restrita a nichos acadêmicos distanciados da educação que verdadeiramente acontece nas escolas públicas.

Observa-se, também, que a falta de uma política educacional voltada para atender o aluno como um todo, nos seus diversos aspectos de formação, tem contribuído para este distanciamento entre a discussão que deveria acontecer na sala de aula sobre as questões ambientais e aquela que normalmente ocorre. O método tradicional de repassar conteúdos. Assim, conceitos sobre Meio Ambiente e Educação Ambiental parece que ainda estão distantes das aulas.

QUADRO III- QUESTÃO Nº 02: O que você, enquanto educador(a), tem feito sobre Educação Ambiental na sua escola ou na comunidade?

CARACTERÍSTICAS DAS RESPOSTAS

QUANTIDADE

%

- Procura orientar e/ou conscientizar os alunos quanto aos problemas ambientais: queimadas, lixo, solo, desmatamento

02

10

 

- Orienta para o cuidado com a escola: papel no chão, cuidado com as árvores e plantas, sujeira

 

02

10

- Palestra e conversa com os alunos

02

10

- Conscientiza os alunos para os problemas causados pelo Garimpo

 

03

15

- Conversa com os alunos sobre a importância de

preservar o meio ambiente

10

50

- Não houve resposta

01

05

TOTAL

20

100

A dicotomia existente entre teoria e prática faz surgir um conjunto de educadores distantes do processo educacional, seja pela má formação, seja pelas condições precárias impostas ao professorado, o certo é que vários pontos importantes na concretização do conhecimento não acontecem. Quando se verifica as respostas dadas à questão nº 02, pergunta esta que retoma o binômio teoria e prática, a maioria apresentou um discurso evasivo. É sabido da pouca literatura disponível sobre o assunto e mesmo da falta de correlação dos programas curriculares da realidade de cada região. Estes óbices não são determinantes mas evidenciam a pouca intimidade dos professores com a Educação Ambiental.

Diante disso, 50% das respostas enfatizaram a necessidade da "conscientização" dos alunos para preservar a natureza, mostrando uma discussão vazia, distante da realidade sabidamente rica e heterogênea como é o Pantanal. Somente três professores lembraram dos problemas causados pelo garimpo na cidade. As ações praticadas que possam refletir a efetivação da Educação Ambiental nas escolas não são comentadas, talvez por não acontecerem.

Interessante que dois professores relataram o que realmente acontece na maioria das escolas - "Tenho feito pouco." - Percebe-se a conscientização destes profissionais com relação à atuação do conjunto da escola frente aos problemas ambientais e mesmo quanto a uma prática envolvida com a interdisciplinaridade da Educação Ambiental. Entretanto, a direção a ser tomada não está longe da atividade escolar, porque aqueles que afirmaram fazer pouco também disseram:

"Às vezes ando pelas áreas do garimpo tento conversar com as pessoas e quando viajo pelo Pantanal procuro também conversar, mostrar um pouco da importância de tudo aquilo que temos, mas na maioria das vezes só fica nas críticas."

[Professor(a) n.º 115]

QUADRO IV- QUESTÃO Nº 03: Qual a sua opinião sobre o garimpo de ouro dentro da cidade de Poconé?

CARACTERÍSTICAS DAS RESPOSTAS

QUANTIDADE

%

- O garimpo é a base da economia local e deve funcionar de forma ordenada para não prejudicar o meio ambiente, inclusive com novas alternativas

07

35

- O garimpo na cidade é prejudicial, trouxe destruição para o meio ambiente e não teve retorno sócio-econômico

11

55

- O garimpo é prejudicial por causa do mercúrio

01

05

- Não houve resposta

01

05

TOTAL

20

100

A concepção que a atividade garimpeira é prejudicial para a cidade e, consequentemente, atinge o meio ambiente está presente em 90% das respostas analisadas. Todavia, 35% considera que se houvesse tecnologias aplicáveis nos garimpos para a extração ordenada do ouro o meio ambiente estaria protegido da degradação atualmente encontrada na região. Foi possível observar que alguns dos professores, ao responder esta questão, mostraram-se indignados com o garimpo:

"Totalmente irracional, criminoso, com conseqüências trágicas para o meio ambiente como para toda população, sem perspectivas de melhoramento e descompromisso das autoridades e dos próprios garimpeiros e acomodação dos munícipes em aceitar tal situação."

[Professor(a) n.º 115]

"Na minha opinião, o garimpo para mim só veio trazer prejuízos, doenças, estragos e mortes na minha cidade. Aqueles que se enriqueceram foram embora e levaram os benefícios fora da nossa cidade."

[Professor(a) n.º 104]

É aqui que se percebe o contraditório da atividade educacional. Quando se indagou aos professores sobre as suas ações frente à Educação Ambiental nas escolas (Questão n.º 02), estes divagaram nos mais diversos problemas ambientais e, a maioria, não demonstraram a preocupação com o garimpo. A ação enquanto educadores não está relacionada com a realidade vivida pelo aluno. Sendo professores de Geografia, desconsideram que o espaço é dinâmico e sofre alternações em função da ação do homem (Rufino, 1995).

Com relação às novas tecnologias na área da mineração, que poderiam amenizar a degradação ambiental, conforme defesa de 07 entrevistados, foi realizado um trabalho pelo CETEM/CNPq (Veiga & Fernandes, 1991), mas infelizmente o resultado das pesquisas não chegou às escolas e os professores desconhecem o material bibliográfico produzido, por razões que neste momento não serão enfocadas.

QUESTÃO N.º 04 - Na sua opinião, o que está faltando para trabalhar Educação Ambiental na sua escola ?

RESPOSTAS:

Falta preparação/formação dos professores;

Falta conscientização;

Faltam maiores informações teóricas e esclarecimento sobre o assunto;

Falta apoio da comunidade e das autoridades;

Falta vontade política;

Falta a implantação definitiva da Educação Ambiental na grade curricular;

Falta laboratório prático;

Faltam fitas de vídeo;

Falta material didático;

Falta ônibus para fazer excursões ao Pantanal;

Faltam cursos de capacitação na área de Educação Ambiental;

Falta lugar adequado na escola para trabalhar Educação Ambiental.

Aparentemente, é impossível trabalhar a Educação Ambiental nas escolas estaduais de Poconé, pois na opinião de vários educadores está faltando basicamente tudo que possa facilitar a abordagem do assunto nas aulas e efetivá-lo como prática educacional. Algumas necessidades, como a preparação e formação dos professores aliada à conscientização, são verdadeiras e apresentam-se imprescindíveis quando se propõe a mudar atitudes e posições. Outras, como a implantação de uma disciplina específica no currículo e espaço/material inadequado, não podem atuar como empecilhos para a realização de uma discussão tão importante.

Pode-se verificar a real necessidade de abordar o tema EDUCAÇÃO AMBIENTAL com mais ênfase, haja vista as respostas dadas, definindo objetivos e metodologia de implantação a fim de não se criar idéias confusas e contraditórias nos professores, principalmente com relação à integração nas diversas disciplinas. Em se tratando da relação interdisciplinaridade e Educação Ambiental, GONÇALVES (1991) diz:

"Através da interdisciplinaridade é que a Educação Ambiental fundamenta o processo educativo visando a formação integral do cidadão e dessa forma pretende discutir, avaliar, criticar e encontrar soluções para os problemas sócio-econômicos, políticos e ambientais da sociedade contemporânea no Brasil."

Considerações

A Educação Ambiental, vista como processo interativo e holístico, ainda não acontece nas escolas estaduais de Poconé. Apesar do grande interesse dos educadores, falta-lhes informações adequadas para completar o elo entre teoria e prática, considerando o espaço totalmente modificado pela ação garimpeira.

A maioria dos educadores que trabalham com o ensino da Geografia não são defensores do garimpo na cidade. Entretanto, no momento de apresentar soluções de como a escola deve participar no processo da Educação Ambiental esqueceram que a atividade garimpeira acontece dentro da cidade, sendo um espaço propício para desenvolver pesquisas e discussões sobre a degradação ambiental na região.

Deste modo, o professor quando ensina Geografia numa visão ambiental deve orientar o aluno no sentido de perceber-se como elemento ativo do seu processo histórico no seu universo geográfico (Rufino, 1995).

ABSTRACT

Despite the innumerable structural problems that are involved with teaching in Brazil, all of them already known and claimed by the category, the teachers’ seek for knowledge that can conduct them to the a maturity of the practice in the classroom is observed. These professionals search for new horizons and exhibit a true desire to improve the way of "giving class". As a result of this search, and also because of a demonstrated interest by many, the idea to form a Study Group to work with questions related to Geographical Teaching and, mainly, the question of Environmental Education has arisen. The following results, taken from the first contact with the teachers participating in for Group, reflect the concern of those who work with Environmental Education: the difficulties and the existing obstacles to achieving this specificity in public schools.

RESUMO

Apesar dos inúmeros problemas estruturais que envolvem a atividade docente no Brasil, todos já sabidos e reivindicados pela categoria, observa-se uma busca constante de conhecimentos pelos professores que possam levá-los a um amadurecimento da prática de sala de aula. Estes profissionais buscam novos horizontes e evidenciam a vontade de melhorar cada vez mais a maneira de dar aulas. Diante disso, e também pelo interesse demonstrado por muitos, foi que surgiu a idéia de formar um Grupo de Estudo para trabalhar algumas questões ligadas ao Ensino de Geografia e, principalmente, à questão da Educação Ambiental. Os resultados apresentados são oriundos do primeiro contato com os professores que estão participando do Grupo e refletem a preocupação daqueles que lidam com a Educação Ambiental: das dificuldades e dos óbices existentes para efetivar esta especificidade nas escolas públicas.

Bibliografia

CARVALHO, Marcos Bernardino de. Natureza da Geografia no ensino médio. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino (Org.). Para onde vai o ensino de Geografia? 3ª ed. São Paulo, Contexto, 1991, Coleção Repensando o Ensino, 141 p.

GADOTTI, Moacir. ECO-92 e educação ambiental. Revista de Educação Pública, Cuiabá, 2 (2): 29-44, Out.1993.

GONÇALVES, Dalva R. P. A educação ambiental e o ensino básico. In: Textos básicos - IV Seminário nacional sobre universidade e meio ambiente. Florianópolis. UFSC, 1990. p. 125-46.

LIMA, M. J. A. Ecologia Humana - realidade e pesquisa. Petrópolis, Vozes, 1984. 163 p.

RUFINO, Sonia M. V. Castellar. A construção do conceito de espaço e o ensino da Geografia. Caderno Prudentino de Geografia, (17): 94-114, Jul.1995.

SPELLER, Paulo. Educación ambiental y producción económica: interrelaciones y determinaciones. Revista de Educação Pública, Cuiabá, 2 (02): 45-55, Out.1993.

VEIGA, Marcello M. & FERNANDES, Francisco Rego C. (Org.). Poconé: um campo de estudos do impacto ambiental do garimpo. Rio de Janeiro, CETEN/CNPq, 1991, 113 p.