Educação ambiental no ensino médio

 

Rodolfo Antônio de Figueiredo1,

Márcia Cristina Silva Nogueira2,

Olésia Brescancini Fernandes3 e

Thaís Tartalha do Nascimento4


RESUMO: Relatos de pesquisas envolvendo educação ambiental em ensino médio ainda são raros, particularmente envolvendo escolas em áreas rurais. O presente estudo objetivou verificar a resposta de uma comunidade escolar em face à implantação de um projeto socioambiental. A metodologia da pesquisa-ação possibilitou que os resultados obtidos fossem fruto das vivências conjuntas do pesquisador e da comunidade envolvida. A resposta obtida neste projeto, em termos de produção de conhecimentos e incorporação de valores por parte dos estudantes e professores, assim como a avaliação positiva da direção da escola, permitem concluir que os pesquisadores em educação ambiental poderão estar lançando mão de projetos participativos apresentados às escolas como forma de significativa atuação profissional.

 

ABSTRACT: There are few works on environmental education in Brazilian high schools, specially in rural areas. This study intended to verify the answer of a scholar community facing the implantation of a socioenvironmental project. The research action methodology allows that results could be obtained along the experience of the researcher within the community. The answers obtained in this project, i.e. the production of knowledge and incorporation of values by students and teachers, as well the approving of the school direction, allows us conclude that the researchers in environmental education could be proposing projects to schools as a form of professional performance.

Palavras-chave: educação ambiental, pesquisa-ação, ensino médio.

 

Keywords: Environmental Education, Action Research, High School.

 

Introdução
 

Sauvé (2002) ensina que a educação ambiental não é apenas uma ferramenta para a gestão de problemas ambientais, mas sim uma dimensão essencial da educação básica do ser humano. A Teoria das Inteligências Múltiplas recentemente nos deu a indicação que o ser humano completo é múltiplo em suas habilidades, seus conhecimentos e suas atitudes frente aos desafios. E, é este ser completo que deve ser desenvolvido no âmbito escolar (Antunes, 1999).

Neste projeto, os pesquisadores optaram pela metodologia da pesquisa-ação. Esta escolha se deu devido a necessidade sentida em vincular a teoria e a prática, a academia e a escola secundária, por meio do intercâmbio de experiências entre pares. A pesquisa-ação é um paradigma da pesquisa na área social, área esta precípua do presente projeto. Alguns dos conceitos-chaves desta metodologia são justamente os almejados pelo projeto, tais quais: o aumento da compreensão humana através do pensamento reflexivo, a preocupação em melhorar a qualidade da ação humana, o foco nos problemas de interesse imediato dos agentes sociais envolvidos, a necessária colaboração e participação entre tais agentes sociais, a condução da pesquisa in situ, a possibilidade de utilização de variadas técnicas e instrumentos, o envolvimento da socialização e da utilidade da pesquisa, sendo emancipatória ao dotar os participantes de autonomia (McKernan, 1996; Thiollent, 1997).

O aumento da percepção ambiental local por parte de todos os agentes sociais, neste projeto, será acompanhado pela iniciação científica dos educandos. O termo iniciação científica, aqui, indica a formação profissional inicial, supervisionada e estimulada por professor orientador. A iniciação científica, tradicionalmente é realizada nos primeiros anos dos cursos superiores de praticamente todas as áreas do conhecimento humano. Como já foi demonstrado em projeto anterior realizado com dois estudantes do Ensino Médio, iniciação à pesquisa científica já pode ser realizada com sucesso durante o Ensino Médio (Mizuta et al., 2001).

Poderão os educandos, portanto, através deste projeto, estar fazendo ciência, ou seja, produzindo novos conhecimentos, antes mesmo de estarem em um curso universitário. Certamente isso incrementará as suas habilidades e os seus conhecimentos, proporcionando uma melhor capacitação para vencer os obstáculos de seleção que enfrentarão após o término do Ensino Médio, tais como processos seletivos com análise de currículo e exames vestibulares.

O presente projeto, finalmente, objetivou ser o embrião e o motivador de uma atuação transdisciplinar dos professores do Ensino Médio. Existem trabalhos semelhantes desenvolvidos primordialmente em níveis Infantil e Fundamental (Currie, 1998; Zeppone, 1999). Os conhecimentos de várias disciplinas serão necessários ao desenvolvimento do projeto e os professores destas disciplinas certamente serão requeridos pelos educandos para os auxiliarem, e o projeto também estará aberto à participação mais efetiva destes profissionais. Este objetivo traz o ambiente concebido como um projeto comunitário, onde diferentes atores cooperam para alcançarem melhor compreensão e mudanças no ambiente em que vive a comunidade (Sauvé, 1992).
 

Objetivos

Objetivos dos pesquisadores
 

Em vista do exposto acima, os objetivos do presente estudo incluem tanto os diretamente relacionados ao produto do trabalho dos educandos, quanto os de interesse para pesquisadores na área de Educação Ambiental. O objetivo dos pesquisadores é verificar as possibilidades de progresso de uma comunidade escolar rumo à uma atuação mais dinâmica e profunda no ambiente em que está (ambiente este tanto físico como de relações interpessoais).
 

Objetivos dos Agentes Sociais
 

Para o público-alvo do projeto, o objetivo principal é o incremento do conhecimento sobre o fragmento de mata com vistas à sua preservação e/ou conservação através de manejo. Os objetivos específicos para cada um dos agentes são a seguir enumerados.
 

Alunos do ensino médio
 

1. Possibilitar aos alunos um maior contato com o meio natural e cultural;

2. Capacitar alunos para desenvolverem projetos de pesquisa, participando de todas as suas fases, desde à elaboração até à comunicação dos resultados encontrados;

3. Aumentar e solidificar nos educandos os conhecimentos biológicos trabalhados em sala de aula, que serão exigidos em exames como o Enem e o Vestibular;

4. Integrar os alunos da 1a série com os agentes sociais que convivem com o fragmento florestal, através da coleta e análise de dados sobre a percepção ambiental da comunidade escolar e do entorno da escola;

5. Exemplificar, com a coleta de dados no campo, os conceitos abordados na disciplina Biologia, com os alunos da 2a série;

6. Exercitar, na 3a série, a observação perseverante e atenta dos fenômenos que ocorrem no ambiente, particularmente nas interações entre organismos vivos;
 

Professores e Direção
 

7. Executar um projeto transdisciplinar no Ensino Médio;

8. Tornar possível a participação dos alunos e professores em eventos científicos, apresentando para o público os achados de seus estudos e discussões;

9. Incentivar uma conduta de união, partilha e cooperativismo entre alunos e professores do Ensino Médio;

10. Permitir aos professores a vivência de uma experiência de projeto transdisciplinar, adquirindo e produzindo novos conhecimentos; e

11. Verificar se o projeto é capaz de instalar uma atuação transdisciplinar no Ensino Médio.
 

Metodologia

Área de estudo
 

O projeto de pesquisa foi desenvolvido no Colégio Paulo Freire, em Jundiaí, Estado de São Paulo. Essa escola surgiu em 1993 através de uma cooperativa de pais, na sua grande maioria funcionários do Banco do Brasil. Ela está instalada aos fundos da sede de campo a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e oferece formação da pré-escola até a 3a série do Ensino Médio. A direção da mantenedora (Cooperativa Educacional de Jundiaí) fica no prédio da própria escola, próximo à sala de direção. Quatro coordenadoras pedagógicas atuam em conjunto, elaborando diretrizes e projetos para implementação na escola.
 

Proposta do projeto temático
 

A proposta, implantada como um projeto de trabalho aos alunos e professores do Ensino Médio do Colégio Paulo Freire, foi elaborada pelo autor principal deste artigo, após algumas visitas ao local onde está assentado o colégio. Destaca-se como uma das áreas ainda intocadas por construções da escola e por construções do clube (tais como salas, campos de futebol, piscinas, churrasqueiras, etc.), um fragmento secundário de mata. Este fragmento é constituído por um subosque nativo que cresceu em um eucaliptal abandonado. Este dista cerca de quatro metros de um dos lados da escola e nunca foi utilizado para trabalhos com os estudantes.

O estudo do fragmento florestal, apesar do alto grau de alteração do mesmo, além de revestir-se de importância para a escola, que poderá o utilizar em imersões dos estudantes no ambiente natural, também tem sentido ecológico pois são ainda pouco conhecidos aspectos naturais de remanescentes florestais (Morellato & Leitão-Filho, 1995; Laurance & Bierregaard, 1997).
 

A caminhada inicial
 

Inicialmente, foram realizadas reuniões do autor principal com a direção e coordenação da escola nos meses de janeiro e fevereiro de 2001. Nessas reuniões, foi apresentada a proposta do desenvolvimento de um projeto socioambiental nas dependências da escola e do clube de campo, utilizando como público-alvo os estudantes e os professores do Ensino Médio. Após a aprovação pela coordenação e direção da escola, foram feitas duas reuniões com a Mantenedora da escola, a fim de a mesma aprovasse o trabalho de pesquisa que seria desenvolvido. Nesta fase, os objetivos da pesquisa foram apresentados e, também, os possíveis benefícios que a implantação e a execução do projeto poderiam proporcionar à escola. A Mantenedora também aceitou a proposta, o que ocorreu no início do mês de fevereiro.

O segundo momento consistiu em apresentar o projeto a todo o corpo docente da escola, durante sua reunião pedagógica de início de ano letivo. À apresentação seguiu-se uma reunião somente com os professores do Ensino Médio. Nesta reunião foram esclarecidos os objetivos que o projeto teria junto aos estudantes, detalhando-os por série, e deixava a participação deles dependendo apenas de uma opção pessoal.
 

Os eixos temáticos para pesquisa desenvolvida por alunos e professores
 

Para o trabalho desenvolvido junto ao corpo discente, foram desenvolvidos eixos temáticos diferentes para cada série, dentro dos quais os estudantes se dividiram em grupos menores de estudo. A 1a série teve por eixo temático o estudo das percepções ambientais à respeito do fragmento de mata (del Rio & Oliveira, 1999). A 2a série, por sua vez, realizou um levantamento geológico e biológico do fragmento de mata. E, a 3a série do Ensino Médio trabalhou com sistemas biológicos mais especializados, mormente a interação animal-planta. A seguir, detalham-se os procedimentos que os educandos de cada série utilizaram.
 

1ª Série do Ensino Médio
 

Ø Objetivo principal: o que representa o fragmento de mata para os agentes sociais que interagem com este ambiente?

  • Entrevistas semi-estruturadas, com questões abertas, às pessoas que atuam no Colégio Paulo Freire, tais como alunos, professores e funcionários;

  • Entrevistas semi-estruturadas, com questões abertas, às pessoas que atuam na AABB, tais como funcionários, sócios e diretores;

  • Análise das entrevistas utilizando a técnica da análise de conteúdo;

  • Elaboração de um documento escrito sobre os resultados obtidos e as discussões desenvolvidas; e

  • Apresentação pública dos resultados da pesquisa no III Encontro sobre Educação Ambiental na Agricultura (III EEAA), que foi realizado no Instituto Agronômico de Campinas nos dias 20 e 21 de setembro de 2001.
     

2ª Série do ensino médio
 

Ø Objetivo principal: como é, em termos físicos e biológicos, o fragmento de mata?

  • Fazer uma análise do perfil topográfico e geológico no qual está assentado o fragmento;

  • Realizar um levantamento florístico da área, com coleta e identifica-
    ção das espécies vegetais;

  • Realizar um levantamento faunístico do fragmento, com identificação das espécies animais presentes;

  • Calcular índices ecológicos, tais como riqueza de espécies e biodiversidade do fragmento;

  • Elaboração de um documento escrito sobre os resultados obtidos e as discussões desenvolvidas; e

  • Apresentação pública dos resultados da pesquisa no III EEAA.
     

3ª Série do ensino médio
 

Ø Objetivo principal: quais relações biológicas existem no fragmento?

  • Relações biológicas serão estudadas em detalhes, tais como plantas epífitas, polinização e dispersão de sementes;

  • Tendo em mãos as relações biológicas de maior interesse, elaborar um esboço da trilha interpretativa que poderia ser traçada no fragmento;

  • Elaboração de um documento escrito sobre os resultados obtidos e as discussões desenvolvidas; e

  • Apresentação pública dos resultados da pesquisa no III EEAA.
     

Cronograma de atividades
 

Juntamente com a coordenação pedagógica da escola foi estabelecido um detalhado cronograma de atividades. Procurou-se chegar em um cronograma que contemplasse os seguintes itens: não atrapalhasse as aulas regulares (realizadas no período da manhã e em duas tardes semanais), não proporcionasse uma carga grande de trabalho semanal extra aos estudantes e pudesse ter a participação dos professores que assim o desejassem. Em vista disso, definiu-se que as atividades seriam realizadas às quartas-feiras, das 12h50 às 15h10, de março a setembro de 2001.
 

Avaliação
 

A avaliação do desenvolvimento e dos frutos do projeto junto aos estudantes de cada série foi realizada pela segunda autora deste artigo, como sua Monografia de final de curso de pós-graduação. A avaliadora estava presente em todos os encontros com os estudantes e sua coleta de dados foi feita diretamente com o público-alvo, de forma mais natural possível, pois ela foi apresentada como uma professora participante do projeto para auxiliá-los. Os dados coletados foram analisados e interpretados utilizando auxílio de material bibliográfico (Bicudo & Espósito, 1994; Demo, 1999; Pereira, 1999).
 

Resultados e discussão

Estudantes da 1ª série do ensino médio
 

A 1a série do Ensino Médio formou um grupo para participação no projeto de cerca de 35 estudantes. Alguns deles não claramente definiram se queriam ou não participar ativamente, tendo faltado em alguns encontros. Porém, cerca de 30 estudantes participaram de todos os encontros e estiveram envolvidos com o trabalho. Grupos menos numerosos de estudantes foram formados, que escolheram por conta própria os agentes sociais que realizariam a coleta de dados sobre a percepção do fragmento de mata. Esses agentes escolhidos foram: grupo 1 - estudantes de pré-primário, 1a e 2a séries; grupo 2 – estudantes de 3a, 4a e 5a séries; grupo 3 – estudantes de 5a à 8a séries; grupo 4 – estudantes do Ensino Médio; grupo 5 – professores da escola; grupo 6 – funcionários da escola; e grupo 7: funcionários, direção e associados do clube de campo.
 

As atividades realizadas pela 1a série foram:
 

П Discussão sobre a filosofia e a metodologia científica;

П Discussão do objetivo de estudo da 1a série e sua inserção no objetivo geral do projeto, juntamente com as duas outras séries;

П Discussão dos instrumentos de coleta de dados (questionários);

П Elaboração dos instrumentos de coleta de dados;

П Aplicação dos questionários aos agentes sociais, através de entrevistas;

П Socialização dos aprendizados com a coleta dos dados;

П Análise dos questionários; e

П Discussão dos resultados obtidos.

O trabalho prático inicial foi a construção do recurso metodológico, ou seja, a definição de como seriam as entrevistas e como seria o instrumento de coleta de dados. As opções foram feitas exclusivamente pelos estudantes, sendo que participação dos autores se restringiu a motivação do grupo em realizar suas opções. A entrevista semi-dirigida foi a escolhida pelos estudantes, pois permite que o entrevistado tenha tempo e espaço para falar livremente sobre o assunto e com isso deixar fluir sentimentos e emoções que possam vir à tona durante a realização da mesma. À utilização da entrevista permite-se ainda somar dados ao conteúdo dito, como entonação de voz, gestos, sorrisos e brincadeiras, que poderiam ser observados e registrados no transcorrer da mesma. Ao elaborar o instrumento (roteiro para entrevista) teve-se o cuidado de formular questões bem abertas, que permitiam a fala livre sobre o assunto e não o direcionamento das respostas. A seqüência das questões não era seguida rigorosamente pelos entrevistadores, pois uma resposta podia permitir um “gancho”para uma outra. Neste trabalho as entrevistas foram gravadas em fitas cassete. Após a digitação de todas as entrevistas na íntegra, fez-se uma leitura flutuante e outras releituras, quantas forem necessárias, até surgirem por semelhança os grandes temas. Estes temas foram utilizados, então, para organizar os resultados e permitir a análise dos mesmos (Bardin, 1977; Rodrigues & Leopardi, 1999).

Os dois resumos que apresentavam os resultados encontrados pela 1ª série do Ensino Médio foram publicados nos Anais do III Encontro sobre Educação Ambiental na Agricultura (http://www.iac.br/~jabetti/3eeaa/), e estão abaixo, na íntegra. O primeiro resumo, sobre a percepção ambiental de alunos, ganhou Menção Honrosa dos organizadores do III EEAA.

ANÁLISE DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS ALUNOS DE ENSINO INFANTIL, FUNDAMENTAL E MÉDIO SOBRE UM FRAGMENTO FLORESTAL PRESENTE PRÓXIMO A ESCOLA DE ÁREA RURAL EM JUNDIAÍ, SP. Ana Laura S. Victor5, Beatriz S. Vieira5, Nathália A. de Oliveira5, Maíra S. Pessamilio5, Maria Olivia E. Bardi5, Mariê Okumura5, Alyne Hentz5, Bárbara G. de Marchi5, Giovanna de F. B. Leandro5, Luís F. B. de Biasi5, Felipe G. Callera5, Felipe E. Lourençon5, Felipe A. Marson5, Janaína S. Accorsi5, Ricardo Padovani5, Camila M. de Angelis5, Karen A. A. Ozahata5, Luana M. Pereira5, Viviane Giovanni5, Gilcia G. do M. Ditano5, Aline C. C. da Silva5, Paula de C. Godo5, Lucas M. Trabachini5, Felipe S. de Toledo Rodovalho5, Guilherme Tartalha5, Rodolfo R. Trippe5, Thaís T. do Nascimento5, Olésia B. Fernandes6, Márcia C. S. Nogueira7 e Rodolfo A. de Figueiredo8.

Tendo em vista a grave problemática ambiental moderna, este trabalho foi realizado com o objetivo de verificar a percepção dos alunos do Colégio Paulo Freire, sobre um fragmento florestal próximo à escola. Os dados foram coletados através de questionário aberto, tendo sido entrevistados 400 alunos dos níveis infantil, fundamental e médio da escola. Os resultados mostraram que 395 alunos têm respostas que revelaram consciência ambiental, preocupando-se com a situação geral do mundo. Duzentos e quatorze alunos destacaram que a mata traz paz a eles, 20 externaram que a mata traz vida, 45 disseram que a mesma invoca a harmonia e 13, que traz tranqüilidade ao ambiente escolar. Verificou-se que 95% dos alunos acham que é muito importante a preservação daquele fragmento florestal. Já para 4% dos alunos, o local não tem nenhuma importância, assim como que para 1% o mesmo não traz qualquer benefício à sua vida. Conclui-se que a maioria dos alunos da escola, apesar de não ter ainda entrado em contato mais direto com o fragmento florestal, acham-no importante para sua rotina diária, contribuindo para um clima psicológico mais agradável durante o horário de aulas. Esse é um elemento importante para argumentar em favor da manutenção e preservação do fragmento florestal, assim como para implementar ações educativas no local.

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONÁRIOS E VIZINHOS DO ENTORNO SOBRE UM FRAGMENTO FLORESTAL AO LADO DE UMA ESCOLA EM ÁREA RURAL (JUNDIAÍ – SP)9. Luana M. Pereira10, Ricardo T. Z. Kosmack10, Felipe E. Lourençon10, Felipe A. Marson10, Felipe G. Callera10, Luiz F. B. de Biasi10, Karen A. A. Ozahata10, Eduardo T. Maso10, Janaina S. Accorsi10, Camila M. de Angelis10, Thaís T. do Nascimento10, Olésia B. Fernandes11, Márcia C. S. Nogueira12 e Rodolfo A. de Figueiredo13.

Hoje em dia o número de florestas do planeta está diminuindo, assim como a percepção das pessoas em relação a elas. Tendo isso em mento, entrevistamos os funcionários e agentes sociais do entorno do Colégio Paulo Freire, uma escola localizada em bairro rural do município de Jundiaí, SP, sobre um fragmento de mata presente em anexo à escola. A entrevista foi realizada utilizando-se questionário com perguntas abertas, de livre resposta, as quais foram gravadas. As respostas foram analisadas utilizando-se da “análise de conteúdo”. Constatou-se que, dentre os funcionários da escola, aproximadamente 94% já repararam no fragmento florestal, considerando-o essencial. Externaram que a retirada daquele ambiente seria de grande falta para eles. Dentre os vizinhos do colégio, todos os entrevistados demonstraram consciência sobre a importância daquela mata para uma melhor qualidade de vida para si mesmos e para suas famílias e descendentes. Essas pessoas demonstraram terem consciência da presença de animais, tais como mamíferos, aves e insetos, que necessitam do fragmento para sobreviverem no local, e que sem ele esses animais poderiam estar invadindo a escola para procurar abrigo. Concluímos que a percepção ambiental dos funcionários e vizinhos do colégio é aguçada, conferindo um elemento importante para futuros trabalhos de educação ambiental no local, tendo-os como parceiros no esforço de preservação do fragmento florestal estudado.

Os resultados obtidos pelo aluno da 1ª Série demonstram que os objetivos iniciais dos pesquisadores foram atingidos, ou seja, os alunos conseguiram se apropriar de metodologia científica qualitativa, utilizá-la e verificar que as respostas colhidas melhoravam seu conhecimento sobre o fragmento florestal e possibilidades de atuação em seu manejo, mormente através de ações educativas valorizando as percepções da comunidade. Além disso, a satisfação de professores e direção da escola foi atingida, uma vez que a cooperação dos alunos da série para a coleta de dados foi muito valorizada pela direção, enquanto que o aprendizado da metodologia científica foi contemplada como parte do programa de várias disciplinas.
 

Estudantes da 2ª série do ensino médio
 

Estudantes da 2a série do Ensino Médio necessitavam ter uma abordagem mais classificatória dos seres vivos e, para tanto, lançaram mão de técnicas de coleta de material botânico e zoológico, assim como manuais de identificação. Cerca de 80% dos alunos da turma optaram por trabalhar no projeto, ou seja, cerca de 18 pessoas. Também eles se dividiram em grupos menores, atuando em porções distintas do fragmento florestal. Suas atividades constituíram-se de:

П Discussão de filosofia e metodologia científica;

П Discussão do objetivo de estudo da série e sua relação com os das demais séries;

П Coleta de dados topográficos e geológicos da área de estudo;

П Elaboração de mapa e perfil do fragmento florestal;

П Coleta de dados sobre as espécies e populações vegetais;

П Identificação das espécies vegetais;

П Coleta de animais invertebrados presentes no fragmento;

П Observação de animais vertebrados presentes no fragmento;

П Identificação dos animais invertebrados coletados;

П Identificação dos animais vertebrados observados; e

П Socialização e discussão dos resultados obtidos.

A imersão dos estudantes durante a coleta e análise do material coletado, assim como a fraternidade demostrada uns em relações aos outros foi bastante significativa e empolgante.

O resumo produzido por esta série, também veiculado nos Anais do III EEAA (http://www.iac.br/~jabetti/3eeaa/), está abaixo.

CARACTERÍSTICAS DO SOLO E DA FLORA DE UM FRAGMENTO FLORESTAL ANEXO A UMA ESCOLA EM MEIO RURAL (JUNDIAÍ – SP). Laura M. M. Müller[1], Maria Juliana F. Silva15, Natália F. Brescancini15, Paola Chinarelli15, Fábio H. De Nuncio15, Thales A. P. West15, Liliane C. Pincinato15, Carla D. Sakae15, Rafael G. Gasparotto15, Daniel L. Petrin15, Guilherme N. Dias15, Rafael Stackfleth15, Thaís T. do Nascimento15, Olésia B. Fernandes[2], Márcia C. S. Nogueira[3] e Rodolfo A. de Figueiredo[4].

Este estudo foi realizado na região de Jundiaí, estado de São Paulo, que caracteriza-se por apresentar formações florestais semidecíduas típicas do Planalto Cristalino Paulista. Teve por objetivo verificar aspectos do solo e realizar um levantamento preliminar das espécies vegetais encontradas, com a finalidade de demonstrar a importância da cobertura vegetal de um pequeno fragmento de mata e a necessidade de sua preservação. Utilizamos, na coleta de dados, de GPS e metodologias estabelecidas para coleta, preservação e análise de amostras de solo de da flora. Foram determinados cinco transectos de 25m, indo da borda para o interior do fragmento florestal, nos quais foram coletadas amostras de solo, folhedo e de vegetais traqueófitos. Verificamos que o fragmento florestal está localizado a 46º54´22,5”W e 23º08´45”S. O declive da área é bastante acentuado, o que possivelmente permitiu a sua não utilização até o momento. O solo apresenta características de latossolo roxo, com cobertura de cerca de 2 cm de folhedo em toda a sua extensão. Em relação à flora, foram registradas 155 espécies vegetais, dentre elas se destam: Eucalyptus citriodora, Cecropia pachystachia, Piper aduncum, Ischaemum rugosum, Polypodium decumanum, Polygonum convolvulus, Scabrella sp., Nephrolepis exaltata, Ipomea sp. e Amaranthaceae spp. Trinta e uma espécies apresentavam hábito herbáceo, 86 arbustivo e 38 arbóreo. Os dados coletados indicam que apesar do fragmento florestal advir de sucessão secundária e possuir apenas 6.750 m2, apresenta uma considerável riqueza de espécies vegetais. Devido a região estudada apresentar apenas dois fragmentos de mata, a sua conservação torna-se necessária, o que poderá para isso contribuir a sua utilização pelo colégio, para fins didáticos, particularmente pelas disciplinas de Ciências, Biologia e Geografia.

Também com alunos da 2ª série foi possível atingir os objetivos dos pesquisadores pertinentes à iniciação científica. Apar a apropriação da metodologia científica, para a direção e professores foi tido como importante o aprofundamento dos conhecimentos técnicos sobre os seres vivos, uma vez que os mesmos fazem parte dos conteúdos exigidos nos vestibulares.
 

Estudantes da 3ª série do ensino médio
 

A 3a série do Ensino Médio trabalhou sob o ponto de vista do naturalismo e da busca do estético no fragmento de mata. Cerca de 12 estudantes se dividiram em grupos que passaram a atentamente estudar: as aranhas e suas relações com o ambiente, as borboletas e suas relações com o ambiente; os micos-estrela (Callithrix penicillata) e sua relação com as árvores da mata e as flores em antese ao longo do período de estudo e seus visitantes florais.

Verificou-se que muitos dos estudantes das três séries se encontram diariamente no período da manhã, durante o intervalo, e socializam suas descobertas. O prazer e o sentimento de realização com a participação ativa no projeto invariavelmente acompanham essas conversas.

O resumo apresentado no III EEAA e publicados nos Anais (http://www.iac.br/~jabetti/3eeaa/), está abaixo.

OBSERVAÇÃO DAS RELAÇÕES ECOLÓGICAS ENCONTRADAS EM UM FRAGMENTO FLORESTAL PRÓXIMO A UMA ESCOLA EM MEIO RURAL DE JUNDIAÍ, SP. Alexandre Okumura[5], Ana Carolina F. Giosa19, Bruno Z. Loiacono19, Fabiane dos S. Dias19, Gabriela C. Marques19, Giovanna C. Cardin19, Gustavo M. Assis19, Jonas da C. Pereira19, Leila T. Bellei19, Marcela Harano19, Pedro E. Sizer19, Raphaela L. da Costa19, Renata Di C. Mendes19, Ricardo Nasi19, Tatiane A. Balduche19, Thalita Infante19, Thaís T. do Nascimento19, Olésia B. Fernandes[6], Márcia C. S. Nogueira[7] e Rodolfo A. de Figueiredo[8].

O presente estudo teve como principal objetivo compreender certas relações tanto de dependência como de sobrevivência dos animais encontrados em um fragmento florestal próximo ao Colégio Paulo Freire, em Jundiaí. Entre fevereiro e julho de 2001, foram realizadas observações naturalísticas em alguns dos animais mais freqüentes presentes no fragmento. O mico-estrela (Callithrix penicillata), a aranha Nephila clavipes, as borboletas Hyalenna pascua, Heliconius ethilla, Heliconius cratophyllis, Philaetria wernickei e Pseudopicria nenemia, assim como os visitantes das flores de Ipomoea frimbriosepala e Galinsoga parviflora, foram estudados. Verificou-se o hábito alimentar gumívoro do mico-estrela, sendo que flores e frutos também fizeram parte de sua alimentação. Esses primatas demarcam seus territórios com urina e secreção, exibindo um comportamento de esfregarem-se nos troncos e galhos das árvores que visitam. As borboletas foram encontradas particularmente nas clareiras do fragmento florestal, onde haviam espécies vegetais florindo. Alguns indivíduos ascendem para a copa das árvores, retornando ao nível do solo para postarem-se sobre folhas. Dentre as espécies vegetais que floresceram no período de estudo, Galinsoga parviflora (Asteraceae) foi a que mais recebeu visitantes florais. A aranha Nephila calvipes (Araneidae) constrói suas teias preferencialmente nas bordas e clareiras do fragmento de mata. No entanto, não foram registradas borboletas capturadas, apenas outros grupos de insetos. Verificou-se que as teias de N. clavipes eram utilizadas por outra aranha (Achaearanea lunata, Theridiidae). Essas parasitas de teia aproveitavam o alimento a proteção para seus berçários, embora tenha sido registrada predação de N. clavipes em indivíduos do parasita. Com base nessas observações, pode-se inferir que o fragmento florestal em análise abriga diversos grupos animais, cujas interessantes relações ecológicas podem ser utilizadas em projetos de educação ambiental formal e não-formal, envolvendo os alunos, os funcionários e os vizinhos do entorno da escola.

Os objetivos dos pesquisadores foi atingido ao terem os alunos desta série realizado sua iniciação ao estudo científico. O aprofundamento em temas de ecologia técnica também foi valorizado por professores e direção, uma vez que integram os conteúdos curriculares e exigidos nos vestibulares.
 

Professores e direção
 

Já na primeira reunião, a de apresentação do projeto, todos os professores do Ensino Médio externaram querer participar do projeto. E, no decorrer da reunião, todos já haviam se apropriado do projeto, desenvolvendo reflexões sobre sua participação específica. Além disso, no final da reunião os professores propuseram que se fizesse um livro à respeito do projeto, com cada um deles escrevendo um capítulo sobre a área disciplinar em que atua e sua inserção e importância no projeto. Atualmente, vários meses após o término do projeto, os capítulos ainda não foram escritos.

Ao longo das reuniões com os estudantes, os professores das disciplinas de Física, Matemática, Biologia, Geografia, Filosofia e Português tiveram freqüência constante, discutindo os aspectos teóricos e, também, muitas vezes indo à campo para coletar dados juntamente com os estudantes. O grupo de Português (Gramática e Literatura), organizaram um jornal mensal, elaborado pelos próprios estudantes do Ensino Médio, no qual foram veiculadas as informações sobre o andamento do projeto de pesquisa. Professores do grupo de Matemática convidaram, por iniciativa própria, um engenheiro agrimensor que atua em Jundiaí para elucidar questões sobre como realizar o levantamento topográfico da área e a utilização de GPS.

A professora de Ciências do Ensino Fundamental (a terceira autora do presente artigo) se integrou no grupo desde o primeiro dia, além de uma ex-aluna (a quarta autora do presente artigo), que havia terminado a 3a série no ano anterior e que já possuía experiência em trabalho científico (Mizuta et al., 2001). Elas vieram em todos os encontros, atuando como auxiliares de campo, junto aos estudantes. A professora de Ciências relatou que a partir de seu contato mais próximo com alunos do Ensino Médio a fez mudar algumas atitudes e algumas partes do currículo de Ciências, pois verificou que os estudantes estavam com necessidades práticas que não estavam sendo contempladas em sua formação anterior.

Professores das disciplinas citadas acima se envolveram plenamente no projeto. Outros, no entanto, tiveram atuação discreta, enquanto alguns não participaram de nenhum encontro, como os professores das áreas de Artes, de Educação Física e de História. Mesmo assim, eles relataram que foram procurados por estudantes e os auxiliaram em algumas questões específicas.

As coordenadoras do colégio tiveram uma discreta participação nos encontros, participando de apenas alguns deles e, nestes, não emitiam qualquer opinião. Uma das coordenadoras foi mais ativa, inclusive acompanhando os alunos ao campo em algumas ocasiões.
 

Pesquisadores
 

A utilização da pesquisa-ação neste projeto socioambiental mostrou-se muito apropriada e forneceu excelentes resultados no segmento dos alunos. O desenvolvimento de todo o projeto foi conjunto entre alunos e pesquisadores, ambos os grupos de agentes atuando em todas as fases e sem hierarquia. Verificamos que os alunos, mesmo utilizando o arsenal metodológico da tecno-ciência atual, conseguiram ser reintegrados na natureza presente em sua escola, valorizando as relações interpessoais e o ambiente. Cremos que atingimos o objetivo máximo preconizado por Carvalho (2001): “promover, ao máximo, em nossos estudantes, a apropriação desse grande fenômeno chamado vida”.

O projeto desenvolvido possibilitou a quebra, pelo menos parcial e momentânea, do comum fenômeno da insularização observado nas escolas, ou seja, as disciplinas e seus respectivos professores estanques em momentos pontuais ao longo da semana letiva, assim como o distanciamento da escola com a comunidade e necessidades do entorno. A direção, ao acatar o projeto e, mesmo a distância, o incentivar, concedeu a alunos e professores a possibilidade de realizar o trabalho, ao invés da tradicional permissão para fazer o dever.

A pesquisa-ação, como pode ser verificado no presente projeto, possibilitou o encurtamento da distância entre a teoria produzida na esfera acadêmica e a prática exercida nos meios escolares, envolvendo a todos em um clima e uma prática de solidariedade e aquisição de conhecimentos naturais e sociais em diferentes níveis.
 

Conclusão
 

A proposição da realização de um projeto socioambiental na escola permitiu que aflorasse na direção/coordenação uma necessidade de expandir os horizontes dos estudantes muito além do currículo formal. Nos estudantes, a constatação de sua capacidade de criação e desenvolvimento de um trabalho científico, a união entre as séries com vistas à um objetivo comum e a atuação ao lado dos professores fora da sala de aula, proporcionaram uma percepção muito mais sólida do seu papel no ambiente escolar. O mesmo pode ser dito com relação aos docentes, que passaram a investir na formação humana e científica dos alunos com mais segurança. Em relação à área de mata, sua preservação está sendo reinvidicada por toda a comunidade escolar e, também, por integrantes do clube de campo.

Finalmente, conclui-se que é plenamente factível a possibilidade de educadores ambientais proporem às escolas projetos socioambientais, pois tanto a direção, como os estudantes e professores vêm inicialmente com bons olhos a iniciativa e, em um segundo momento, se envolvem plenamente nas atividades propostas. Além disso, o projeto permite que as disciplinas do Ensino Médio interajam de uma forma permanente tendo por objetivo o incremento da qualidade ambiental da escola, seja em seus aspectos físicos, do entorno e das relações humanas.
 

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1 Centro de Pós-Graduação, Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí, R. Bom Jesus de Pirapora 140, 13207-660 Jundiaí, SP, Brasil. Email: rodolfoa@anchieta.br

2 Aluna do curso de Pós-graduação em Ecologia e Educação Ambiental das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí

3 Professora do Colégio Paulo Freire

4 Ex-aluna do Ensino Médio do Colégio Paulo Freire.

5 Alunos do ensino médio do Colégio Paulo Freire.

6 Professora do Colégio Paulo Freire.

7 Aluna do PPG-EEA das Faculdades Padre Anchieta

8 Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí

9 Apoio: Cooperativa Educacional de Jundiaí.

10 Alunos da 1ª série do ensino médio do Colégio Paulo Freire.

11 Professora do Colégio Paulo Freire.

12 Aluna do PPG-EEA das Faculdades Padre Anchieta.

13 Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí.

[1] Alunos da 2ª série do ensino médio do Colégio Paulo Freire.

[2] Professora do Colégio Paulo Freire.

[3] Aluna do PPG-EEA das Faculdades Padre Anchieta.

[4] Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí.

[5] Alunos da 3ª série do ensino médio do Colégio Paulo Freire.

[6] Professora do Colégio Paulo Freire.

[7] Aluna do PPG-EEA das Faculdades Padre Anchieta.

[8] Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí.