A representação das representações

 

Alice Maria Teixeira de Sabóia*


 

A questão das representações tem ocupado um importante espaço em estudos mais recentes, envolvendo a Psicologia, numa perspectiva que, em momento algum, coloca-se, explicitamente, a relação pensamento/linguagem. Cabe lembrar, entretanto, o papel da linguagem nesse processo, posto que, é somente através de uma manifestação concreta, qualquer que seja, - e a lingüística é a mais econômica e eficaz, entre todas - que é possível representar o pensamento. Desse modo, faz-se aqui uma aproximação entre as discussões que se fazem em torno das representações sociais, na atualidade, no campo da Psicologia da Educação, e aquelas que, durante muitos anos, estiveram em voga, no âmbito da Lingüística e, antes, no âmbito da Filosofia.

Com efeito, para se fazer justiça, na cultura ocidental, é à Filosofia que se deve a gênese dessa discussão, mais precisamente aos filósofos gregos da Antigüidade.

A relação linguagem/realidade parece ter preocupado o homem, desde os primórdios. Os filósofos pré-socráticos, ao lado da questão em que se buscava explicar a origem do universo e de todas as coisas, promoviam, também, essa discussão: qual é a origem e qual é a natureza da linguagem? As respostas assentavam-se em diferentes e contraditórios pontos de vista: ora atribuía-se à própria natureza a origem da linguagem, quer por um processo mimético, quer pela própria essência das coisas, ora sua origem era atribuída a uma convenção entre os homens.

Qualquer que tenha sido a direção tomada, o fato é que a relação linguagem/pensamento/realidade é tão antiga quanto a própria humanidade. Seu tratamento, ao longo da história, tem destacado sempre o dizer a "ousia", como bem o destacava Aristóteles.

Bem antes dele, entre os pré-socráticos, os pensadores panteístas já concebiam "logos", como inteligência divina que governa o universo e, também, como expressão linguística do pensamento e desse mesmo universo. Estava, pois, presente a preocupação com a própria função da palavra e, por conseguinte, da linguagem, em face de sua natureza, divina e humana, esta decorrente daquela. Para além disso, a própria sabedoria humana ligava-se, de forma indissociável, ao "logos". Portanto, linguagem, pensamento e saber estão na gênese e na natureza do próprio homem, segundo esse entendimento.

O tema não passou despercebido por Parmênides e seus seguidores. A Escola Eleática, fundadora dos princípios básicos da Lógica, também discutiu a relação pensamento e linguagem, promovendo a identificação entre o ser e o pensamento lógico, em que o ser e o pensar são a mesma coisa, posto que, por princípio, vinculava-se o ser ao pensamento racional, pela condenação do mundo sensível e do conhecimento sensível como aparência. Nessa perspectiva, ao pensar, o ser é e manifesta-se, pela linguagem, segundo princípios lógicos.

Em direção oposta, caminharam Demócrito e seus seguidores, visto que, para estes, a sensação constituía-se no critério de verdade e do bem, promovendo-se, nessa medida, a existência, em termos atomísticos, pelo unir-se e separar-se dos átomos, fundando-se, pois, a origem do universo em bases concretas. Daí, ter-se a linguagem como criação do homem para dizer, mediante o uso convencional, as coisas ao seu redor. Mais do que isso, Demócrito lançou as bases da afirmação do caráter convencional da linguagem, pela argumentação assentada na experiência e em constatações, como, por exemplo, um mesmo nome para designar diferentes coisas (homonímia); vários nomes para designar uma só coisa (polionímia); mudança de nomes, com a conservação da identidade das coisas (metonímia); e a inexistência de formações lingüisticas análogas, em face da analogia factual (anonímia) (NEVES, 1987:33; NEF, 1993:10).

Uma primeira síntese dessas posições, em relação à origem e natureza da linguagem, pode ser sistematizada, a partir das obras de Platão e de Aristóteles, representando cada um deles, as duas posições divergentes, acima colocadas. Desse modo, através dos Diálogos, principalmente, o de Crátilo, Platão sistematiza a posição, pela qual a linguagem vem da natureza das coisas e seus nomes são dados por um legislador que, sendo dialético, conhece a natureza e a essência de tudo, por isso, sabe designar, denominar; já Aristóteles sintetiza a posição contrária e, para além dessa discussão, traz à tona o caráter político da linguagem, embutido na própria organização da sociedade e do estado, em que, sendo um ser dotado de funções intelectivas, o homem faz coincidir as categorias do pensamento com as categorias da linguagem e, a partir desse encontro, diz a ousia, ou seja, representa lingüisticamente a realidade ao seu redor, provendo a comunicação entre os homens, o que os teria levado à interação social e política, na direção da constituição dos grupos sociais, fundadores da sociedade e do estado.

Na Poética, Aristóteles, ao refutar o conceito de mímese, enquanto imitação da imitação, (de caráter falso e enganoso, segundo Platão), enaltece o valor da arte e afirma a autonomia do processo mimético, em face da verdade preestabelecida. Para ele, a relação pensamento/linguagem tem compromisso com a verdade/realidade, apenas no exercício político, quando as proposições podem ser falsas, ou verdadeiras, uma vez que, através destas, emitem-se juízos de valor, sobre o bem e o mal, o justo e o injusto. Ao contrário, dentro de uma perspectiva estética, a linguagem artística não significa imitação do mundo exterior, mas afirma-se como a representação do que poderia ser, e é, exatamente, esse aspecto que garante, segundo ele, a autonomia da arte mimética (COSTA, 1992).

Já para os Sofistas, contestados tanto por Platão quanto por Aristóteles, a relação pensamento/linguagem assentava-se, primordialmente, no poder argumentativo da linguagem que, sem qualquer compromisso com a verdade, ou com a realidade circundante, servia, sobretudo, para afirmar sua própria realidade, enquanto instrumento de convencimento, capaz de criar sua "verdade", para atuar sobre o outro, gênese do processo de manipulação/demagogia. Portanto, para os Sofistas, o signo exercia uma função representativa, mas não da ousia, dentro das mesmas perspectivas consideradas para outros ramos da Filosofia.

É, todavia, dos Estóicos que a tradição da cultura ocidental é grande tributária da síntese de todas essas discussões, quer na sistematização de saberes constitutivos dos ramos da Filosofia, fundadora de todos os saberes, quer na sua atuação como Escola, voltada tanto para o ensino, quanto para o aperfeiçoamento do homem, enquanto ser dotado de razão, capaz de exercer ações, dadas pela aplicação de normas infalíveis, na direção do direito natural.

Tendo vivido um momento especial da cultura helenística, quando a Grécia havia caído no poder do Império Romano, os Estóicos promoveram o resgate e a guarda da cultura helênica. Nessa perspectiva, coube-lhes cuidar da organização e da sistematização das disciplinas que, então, julgavam constituírem a Filosofia, como a Lógica, entendida como dialética e ciência dos raciocínios hipotéticos, a Física e a Ética.

No que tange especialmente à questão da linguagem, são os Estóicos os legítimos precursores na propositura da teoria dos signos que serviria, mais tarde, à constituição do modelo da Lógica Terminista medieval, de acordo com Robins (idem, 1983), o que a coloca como precursora da Semiótica moderna.

Para além dessa questão teórica e histórica, a cultura ocidental deve também aos Estóicos, precisamente aos últimos Estóicos, a sistematização das discussões, em torno da natureza da linguagem e, em particular, a organização da chamada gramática tradicional, em suas primeiras versões a de Dionísio da Trácia (anterior) e a de Apolônio Díscolo (posterior), nas quais se inspirou o registro gramatical das línguas ocidentais vernáculas, desde seu processo de gramatização, durante e nos séculos finais da Idade Média, até a Modernidade e a Idade Contemporânea, quer para contestá-las, quer para reafirmá-las.

No que tange, em particular, à natureza da linguagem, esses dois gramáticos eram analogistas e, enquanto o primeiro revelava um compromisso com a linguagem literária, o segundo defendia a descrição da língua em uso, posto que a linguagem poética traz, em si, elipses e pleonasmos.

Os dois trabalhos deixam ver, entretanto, a preocupação com a significação. No primeiro, pela explicação das obras dos poetas gregos clássicos; no segundo, pela indicação de que a palavra é um todo constituído de forma, ou, o som e o sentido, do que se pode vislumbrar a formulação teórica de uma concepção de signo, bem próxima da concepção saussuriana.

Durante a Idade Média, as discussões em torno da linguagem também contemplaram a relação com a expressão, ou a representação do pensamento. As mais preciosas contribuições nessa direção vêm da Filosofia Escolástica, em que se encontra a propositura, nas Sumulae Logicales, (do Papa João XXI) da distinção entre significatio e suppositio, pela qual a significatio era dada pela relação entre o signo (palavra) e o referente, ou aquilo que ele significa, enquanto a suppositio (suposição, suplência), era dada pela substituição dos objetos pelos signos (palavras) no discurso, em face da relação de significação acima exposta (ROBINS, 1983:60). Nessa última perspectiva, coloca-se o caráter eminentemente representativo da linguagem, dada a natureza da relação signo/referente, ou seja, linguagem/realidade que, dentro desse entendimento, é anterior à suplência.

É ainda dentro dessa visão teórica que se distingue a suposição formal da suposição material, em que, no primeiro caso, o signo representa a coisa e, no segundo caso, o signo representa o próprio signo, do que a Lingüística Moderna extraiu a base teórica para explicar duas das funções da linguagem: no primeiro caso, a sua função representativa; no segundo, a sua função metalingüística.

Além dessa discussão, a Filosofia Especulativa da Idade Média contemplou ainda outra importante contribuição: os modos de significar, pelos quais relacionavam-se as propriedades das coisas, enquanto seres existentes, ou seja, seus modos de ser, aos modos de compreendê-los e de significá-los. Assim, aos modi essendi, encontrados em todas as coisas e subjacentes a toda percepção do mundo e à construção da linguagem, constituídos estes do modus entis (propriedade permanente, para reconhecimento das coisas) e do modus esse (propriedade de mudança e sucessão), aos quais correspondem os modi intelligendi activi e os modi intelligendi passivi, além dos modi significandi activi e modi significandi passivi, respectivamente, pelos quais se estabelecem as relações entre a compreensão que o homem tem das coisas, conforme suas propriedades, e a sua significação (ROBINS, 1983:62) ou, melhor dizendo, a sua representação das coisas, expressa através da linguagem.

Inaugurando a Idade Moderna, o Renascimento rompe com a mundividência que a antecede imediatamente e debruça-se sobre a tradição clássica, pela retomada dos modelos gregos, na origem, desprezando, assim, o aristotelismo medieval da Filosofia Escolástica. Os estudos lingüísticos direcionam-se ao descritivismo das línguas modernas, inspirado nos modelos gregos principalmente, na gramática de Dionísio da Trácia, contemplando a língua literária. Portanto, os estudos sobre a linguagem assentavam-se, primordialmente, no seu papel estético. A Gramática da Linguagem Portuguesa, de Fernão de Oliveira, por exemplo, acompanha, de perto, a de Dionísio, no que tange aos temas tratados, abordando, inclusive, uma detalhada descrição das representações, sonora e escrita, da língua portuguesa.

Discussão significativa, ainda mais precisa, verifica-se no Século XVII, com o advento do Método Cartesiano, no qual inspirou-se a Gramática Geral e Razoada (Gramática de Port-Royal), de Lancelot e Arnauld, em que se explicita a noção de signo como meio, através do qual os homens expressam seus pensamentos. Na relação pensamento/linguagem, os gramáticos de Port-Royal elaboraram teorias, pelas quais essa relação era dada por princípios gerais, que se estenderiam a todas a línguas. Assim, afirmaram que, através das operações do espírito, o homem concebia, julgava e raciocinava. Tais operações serviam ao aspecto interno da linguagem e, a partir delas, os homens utilizavam-se dos sons e das vozes, ou seja, do aspecto externo da linguagem, para expressar o resultado daquelas operações (LANCELOT & ARNAUD, 1992).

O século XVIII assiste a importantes discussões, em torno da origem e da natureza da linguagem, notadamente no que diz respeito, ainda, às contribuições filosóficas. Entre essas, destaca-se a do filósofo alemão Wilhelm von Humboldt que ressaltava a relação pensamento, linguagem e cultura, pela qual entendia a língua, em seu aspecto de produção, ou seja, "como atividade incessante, um trabalho mental dos homens constantemente repetido para expressar seus pensamentos". Portanto, para Humboldt, a linguagem servia como meio, através do qual um povo expressava sua compreensão do universo a seu redor, estabelecendo-se, pois, uma estreita conexão entre a expressão lingüística e a maneira pela qual seus falantes organizam e vêem o universo circundante e, para além disso, como concebem sua vida espiritual (CÂMARA JR.,1975).

Essas duas últimas correntes filosóficas inspiram, ao lado da concepção naturalista da origem da linguagem, o modelo chomskiano, que levou à formulação da Gramática Gerativo-Transformacional, já recentemente, ou seja, da segunda metade deste século, e que é considerada uma versão da teoria inatista da linguagem. Nessa abordagem, retoma-se a discussão sobre os aspectos, interno e externo, da linguagem, concebendo-se, a partir disso, dentro do Modelo Gerativo-Transformacional, a estrutura profunda e a estrutura de superfície, respectivamente, articuladas entre si, pelas regras de transformação.

Considerado o século da ciência, o XIX inaugurou a experimentação, como forma de conhecer, e a verificação como forma de comprovar o conhecimento: é o advento das ciências naturais, e seu método passa a ser estendido a outros ramos do saber. Em relação à questão da linguagem, busca-se encontrar sua origem, pela comparação da escrita das línguas, na direção de se encontrar uma protolíngua; logo, a discussão sobre sua função representativa não está em voga, nesse primeiro momento que, no entanto, é imediatamente sucedido por intensas discussões sobre o papel representativo da língua/linguagem, intermediando a passagem para o século XX, com destaque para as idéias estruturalistas.

A Linguística Estruturalista, notadamente a saussuriana, assumindo o caráter convencional e arbitrário do signo linguístico, pode ser relacionada às concepções aristotélicas sobre a linguagem. Destacam-se, pois, nas discussões dessa linha as funções da linguagem, a partir do modelo do psicólogo alemão Karl Bühler, em que propõe, tanto em face do processo de comunicação e da relação emissor/receptor/contexto, quanto em decorrência da identidade entre as pessoas do discurso e o signo lingüístico, o seguinte esquema: emissor - função expressiva; receptor - função de apelo, ou atuação social; e contexto, correspondente à 3ª pessoa do discurso - função representativa.

Pelo que se pode observar, apenas nos tempos mais recentes, ou seja, no início deste século, verifica-se que as discussões em torno da linguagem e sua relação com o pensamento ganham novas perspectivas, envolvendo outro tipo de conhecimento sistematizado, com a intensa participação de psicólogos de diferentes linhas de pensamento, como Pavlov, Skinner, de um lado, Luria, Vygotsky e Piaget, de outro. Estes dois últimos, apesar de terem produzido suas obras na primeira metade deste século, encontram-se no centro das atuais discussões. Vale ressaltar a importância deste último, cujas postulações teóricas inspiraram as relevantes pesquisas psico-pedagógicas no desvendamento do percurso da alfabetização (FERREIRO e outros, 1986, 1987) e no direcionamento das propostas didático-pedagógicas, envolvendo a construção e a transmissão dos conhecimentos. Não é demais lembrar que essa pesquisadora, de linha piagetiana, não descura, em sua obra, do caráter representativo da linguagem (idem, 1993) e apresenta uma preocupação especial com as línguas, enquanto sistemas de representação, ou melhor ainda, enquanto sistemas de representação alfabética, evidenciando-se, desse modo, um certo direcionamento para a língua escrita, em face do recorte dado para o processo de aquisição da língua escrita, nas séries iniciais, ou seja, o processo de alfabetização.

No que tange a contribuições mais recentes ao processo educacional, a palavra representação ganha outro significado, não vinculado diretamente à relação pensamento/linguagem, mas tomada como conjunto de idéias, ou concepcões, que os sujeitos podem ter, em torno de certas realidades, constantes dos respectivos universos culturais, ou seja, o que pensam as pessoas sobre determinadas realidades. Essa outra acepção da palavra representação leva a que se considere também a linguagem em um papel que seria o de representação das representações, ou de representação lingüística das representações mentais, expressas socialmente. Se se levar em conta a formulação grega aristotélica de que a língua oral é representação primária dos "estados de alma", ou "pathémata tês psychês" (pathémata tês psychês), e a escrita sua representação secundária, ou seja, símbolo das palavras emitidas pela voz (NEVES, 1987:65), ter-se-ia mais um grau de representação, pelo menos, na relação linguagem/representações sociais.

Qualquer que seja a decisão a ser tomada, parece salutar a aproximação entre esses diversos saberes, concepções teóricas e metodológicas que envolvem diferentes recortes da realidade, na delimitação do objeto formal de cada área do conhecimento, na medida em que se pode tratar apenas dessa dimensão de um dado objeto, cuja abstração exige um "faz de conta" que os pensamentos e idéias podem ser "vistos" diretamente, sem a intermediação de uma forma de representação concreta, e não propriamente de negar à língua/linguagem seu papel histórico, na representação humana e social das idéias e do pensamento.

 

RESUMO

A questão das representações tem ocupado um importante espaço em estudos mais recentes, envolvendo a Psicologia, numa perspectiva que, em momento algum, coloca-se, explicitamente, a relação pensamento/linguagem. Cabe lembrar, entretanto, o papel da linguagem nesse processo, posto que, é somente através de uma manifestação concreta, qualquer que seja, - e a lingüística é a mais econômica e eficaz, entre todas - que é possível representar o pensamento. Desse modo, faz-se aqui uma aproximação entre as discussões que se fazem em torno das representações sociais, na atualidade, no campo da Psicologia da Educação, e aquelas que, durante muitos anos, estiveram em voga, no âmbito da Lingüística e, antes, no âmbito da Filosofia.

Unitermos: Lingüística; psicologia da educação; representações sociais.

 

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