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MAGRITTE

** Gaivota **

Quando a paisagem me vê,
penetro-a..
Rompo espaços mergulhando
em dedos
cometas do céu.

É primavera.

Quando meu dia
rompe a borda da noite,
acordando flores
no jardim dormido de meus pensamentos..

É primavera.

Porque pintei
as horas do instante,
toda a espera agonizante,
que espreitam diálogos únicos.
Invisíveis,
tangíveis,
implícitos e explícitos
de teu olhar nos dedos meus.

Tocam teclado
enquanto pacientemente
aguardo o beijo do sono.

Sim...
É primavera,
neste sol que se levanta
adormecido de inverno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01. SATO, Michèle. Águas de março. No meio da guerra do golfo, um seminário sobre as águas, em seu ano internacional, clama por uma relexão sobre o movimento político do ambientalismo. Embora aborde um tema "pesado", permite suaviazar o texto através de trechos de música e doses de liberdade. (Palavras-chave: água, guerra, ambientalismo).

02. SATO, Michèle et al. Ética na pesquisa contemporânea em energia. Pesquisa com energia, na geração alternativa de biodiesel, envolvendo química, agricultura, economia e Educação Ambiental. Destaque princípios éticos, práxis pedagógica e compromisso social na construção da linha de dignidade. (Palavras-chave: energia - biodiesel - qualidade de vida).

03. SATO, Michèle; CASTRO, Edward. Movimentos dinâmicos da Educação Ambiental. Várias dinâmicas em EA, inclusive um roteiro básico de pesquisa. Não tem a pretensão de oferecer receitas, apenas exemplifica práticas da EA que podem ser modificadas a cada contexto. (Palavras-chave: dinâmicas - vivências – roteiros).

04. SATO, Michèle. Para quem servirá Jo’Burg 2002?”. Um resumo expandido sobre os movimentos internacionais, com especial consideração na Agenda 21 e na Carta da Terra. Situa a EA nestes dois cenários e reivindica por um espaço de construção livre das tendenciosas orientações internacionais. (Palavras-chave: Agenda 21 – Carta da Terra – ambientalismo).

05. SATO, Michèle.
Gotas de Orvalho. Pequeno texto sobre a dimensão múltipla da água, na aventura de ousar a utopia para transformação social e cuidado ecológico no Pantanal. (Palavras-chave: água – ambientalismo - Pantanal).

06. SATO, Michèle. Paisagens incompletas pantaneiras. Resumo expandido sobre um vasto programa no Pantanal, envolvendo MT & MS. (Palavras-chave: Pantanal - redes - estratégias).

07. SATO, Michèle. Resenhando esperanças por um Brasil Sustentável e Democrático [resenha]. In:
Revista de Educação Pública, Cuiabá, v.12, n.22, 189-197, 2003.


08. GIANNOTTI, Vitor. O dia da mulher nasceu nas lutas das mulheres socialistas. Debate de idéias – Informativo da Associação dos Docentes da UFMT – Adufmat - nº 35.

09. GONZALEZ, Edgar. Carta da Tierra (México)

10. SORRENTINO, Marcos. Vamos Cuidar do Brasil (REASul).

11. SPANGENBERG, Joachim H. Critérios integrados para elaboração do conceito de sustentabilidade (Br Sustentável e Democrático).

12. SATO, Michèle. Entretecendo teias: a aranha como educadora ambiental. Vitória: Teia Ambiental, março-2006, ano IX, p.2 *** Programa de Comunicação Ambiental - CST-Escolas.

13. CAMUS, Albert.
The myth of Sisyphus.


14. DERRIDA, Jacques. Prepare yourself to experience the future and welcome the monster (inglês).

15. COMCIENCIA - vários textos curtos sobre ciências64.

16. SOARES, Joâo Paulo.
Ensaio teórico sobre a nanotecnologia e os impactos ambientais.

17. ALVES, Rubem. Não é próprio falar sobre os alunos. Pequeno texto educativo (Folha SP).

18. SATO, Michèle. Sociedades sustentáveis (e não desenvolvimento sustentável). Sina, ano I, n.9, 2007, 16-17.

19. SATO, Michèle. Pressa & preguiça. Sina, ano I, n.10, 2007, 16-17.

20. SATO, Michèle. 19 anos sem Chico Mendes. Sina, ano I, n.11, 2007, 16-17.

21. SATO, Michèle. A história brasileira tem vestígios surrealistas.. Sina, ano II, n.12, 2008, 16-17.

20. SATO, Michèle. Um instante de liberdade.. Sina, ano II, n.13, 2008, 16-17.

21. SATO, Michèle. Racismo ambiental. Sina, ano2, n.14, p.16-17, 2008.

22. SATO, Michèle. Imagética Magritteana. Sina, ano2, n.15, p.16-17, 2008.



Museu Humano: imagem, texto e som na arte de Raphael Veronese

-- Michèle Sato --


“A música é uma revelação mais profunda do que qualquer filosofia” (Ludwig Van Beethoven).

A discussão teórica das linguagens é antiga e não tenho a pretensão de esgotá-la, senão arriscar a discuti-las sob o pretexto da inspiração por Raphael Veronese. Conhecido pelas suas composições musicais, este talentoso artista voa além das notas musicais. Convida-nos a viajar em seu teclado, como se tomasse vida no acalento da melodia que incorpora um sentido filosófico mais profundo. Mergulhada no mundo das chamadas ciências, minha leitura das linguagens nunca é somente emocional. Há uma bagagem filosófica que me conduz a uma interpretação fenomenológica para além do coração. Assumo a declarar que é uma interpretação pessoal, mas que não se despe de valores políticos, de como percebo-me no mundo, situada nele e entrelaçada nas complexas relações sócio-ambientais.

Em outras palavras, o Raphael, além de um compositor musical, é um filósofo. Vai tecendo sua mensagem como se um renascimento vivo fosse encarnado para melhorar o mundo que vivemos. Toca a alma e contagia reafirmando uma forma de linguagem filosófica que transcende a audição, pois a sonoridade torna-se apenas uma porta de entrada. Ultrapassa barreiras sensoriais, e adentra na etimologia da palavra “pathos”, lembrando Cícero, que recomendava o uso da emoção nas retóricas dos discursos. No cerne da essência, o patético é tudo aquilo que se mescla corpo e espírito com talento. Shakespeare resgata este sentido ao fazer emergir o brilhantismo de Brutus ao persuadir César. Mas para além da artimanha, o estado de “pathos” aqui evocado é sinônimo de admiração pelo talento em se mesclar diferentes linguagens, tornando Raphael Veronese um “museu humano de arte” por si só. Heidegger complementaria que todo ser humano é capaz de habitar-se poeticamente, e Raphael permite que o mundo dos sonhos seja transbordante em seu ato musical.

Suas composições “falam” por meio de várias linguagens, desnudam memórias, varrem labirintos, contam segredos e ainda reservam a surpresa. Sua face se revela sentida ao tocar os teclados, ombros de movem dando vazão a uma inspiração mágica e sua perna ritma-se convidando à dinâmica integral dos sentidos polissêmicos. Em seu DVD, mensagens de compreensão, tolerância multicultural e sensibilidade se apresentam na imagética quase perfeita. “Quase”, não fosse pela sua própria condição humana em sempre querer melhorar para que o mundo seja absurdamente feliz. E não apenas para ele, mas para todos.

VERONESE, Raphael. Recital e lançamento do CD Caravana. Nova Friburgo: WT Universal, 11abril06 [DVD].

http://www.raphaelveronese.com/links
http://www.raphaelveronese.com/
utube: http://www.youtube.com/watch?v=wYHPzXd0f7o
http://uk.youtube.com/watch?v=5WlxURj_yjY (meu preferido!)

 

 

 

 

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