06.
SATO, Michèle. Paisagens incompletas pantaneiras.
Resumo expandido sobre um vasto programa no Pantanal, envolvendo
MT & MS. (Palavras-chave: Pantanal - redes - estratégias).
07.
SATO, Michèle. Resenhando esperanças por
um Brasil Sustentável e Democrático [resenha]. In:
Revista de Educação Pública, Cuiabá,
v.12, n.22, 189-197, 2003.
08.
GIANNOTTI, Vitor. O dia da mulher nasceu nas lutas das
mulheres socialistas. Debate de idéias – Informativo
da Associação dos Docentes da UFMT – Adufmat
- nº 35.
09.
GONZALEZ, Edgar. Carta da Tierra (México)
10.
SORRENTINO, Marcos. Vamos Cuidar do Brasil (REASul).
11.
SPANGENBERG, Joachim H. Critérios integrados para
elaboração do conceito de sustentabilidade (Br Sustentável
e Democrático).
12. SATO, Michèle. Entretecendo teias:
a aranha como educadora ambiental. Vitória: Teia Ambiental,
março-2006, ano IX, p.2 *** Programa de Comunicação
Ambiental - CST-Escolas.
13. CAMUS, Albert. The myth of Sisyphus.
14.
DERRIDA, Jacques. Prepare yourself to experience the
future and welcome the monster (inglês).
15. COMCIENCIA
- vários
textos curtos sobre ciências64.
16. SOARES, Joâo Paulo. Ensaio
teórico sobre a nanotecnologia e os impactos ambientais.
17.
ALVES, Rubem. Não é próprio falar
sobre os alunos. Pequeno texto educativo (Folha SP).
18.
SATO, Michèle.
Sociedades sustentáveis (e não desenvolvimento sustentável).
Sina, ano I, n.9, 2007, 16-17.
19.
SATO, Michèle.
Pressa & preguiça. Sina, ano I, n.10, 2007, 16-17.
20.
SATO, Michèle.
19 anos sem Chico Mendes. Sina, ano I, n.11, 2007, 16-17.
21.
SATO, Michèle.
A história brasileira tem vestígios surrealistas..
Sina, ano II, n.12, 2008, 16-17.
20.
SATO, Michèle.
Um instante de liberdade.. Sina, ano II, n.13, 2008, 16-17.
21.
SATO, Michèle. Racismo ambiental. Sina, ano2,
n.14, p.16-17, 2008.
22.
SATO, Michèle. Imagética Magritteana. Sina,
ano2, n.15, p.16-17, 2008.


Museu
Humano: imagem, texto e som na arte de Raphael Veronese
-- Michèle Sato --
“A
música é uma revelação mais profunda do
que qualquer filosofia” (Ludwig Van Beethoven).
A discussão
teórica das linguagens é antiga e não tenho a pretensão
de esgotá-la, senão arriscar a discuti-las sob o pretexto
da inspiração por Raphael Veronese. Conhecido pelas suas
composições musicais, este talentoso artista voa além
das notas musicais. Convida-nos a viajar em seu teclado, como se tomasse
vida no acalento da melodia que incorpora um sentido filosófico
mais profundo. Mergulhada no mundo das chamadas ciências, minha
leitura das linguagens nunca é somente emocional. Há uma
bagagem filosófica que me conduz a uma interpretação
fenomenológica para além do coração. Assumo
a declarar que é uma interpretação pessoal, mas
que não se despe de valores políticos, de como percebo-me
no mundo, situada nele e entrelaçada nas complexas relações
sócio-ambientais.
Em outras
palavras, o Raphael, além de um compositor musical, é
um filósofo. Vai tecendo sua mensagem como se um renascimento
vivo fosse encarnado para melhorar o mundo que vivemos. Toca a alma
e contagia reafirmando uma forma de linguagem filosófica que
transcende a audição, pois a sonoridade torna-se apenas
uma porta de entrada. Ultrapassa barreiras sensoriais, e adentra na
etimologia da palavra “pathos”, lembrando Cícero,
que recomendava o uso da emoção nas retóricas dos
discursos. No cerne da essência, o patético é tudo
aquilo que se mescla corpo e espírito com talento. Shakespeare
resgata este sentido ao fazer emergir o brilhantismo de Brutus ao persuadir
César. Mas para além da artimanha, o estado de “pathos”
aqui evocado é sinônimo de admiração pelo
talento em se mesclar diferentes linguagens, tornando Raphael Veronese
um “museu humano de arte” por si só. Heidegger complementaria
que todo ser humano é capaz de habitar-se poeticamente, e Raphael
permite que o mundo dos sonhos seja transbordante em seu ato musical.
Suas composições
“falam” por meio de várias linguagens, desnudam memórias,
varrem labirintos, contam segredos e ainda reservam a surpresa. Sua
face se revela sentida ao tocar os teclados, ombros de movem dando vazão
a uma inspiração mágica e sua perna ritma-se convidando
à dinâmica integral dos sentidos polissêmicos. Em
seu DVD, mensagens de compreensão, tolerância multicultural
e sensibilidade se apresentam na imagética quase perfeita. “Quase”,
não fosse pela sua própria condição humana
em sempre querer melhorar para que o mundo seja absurdamente feliz.
E não apenas para ele, mas para todos.
VERONESE,
Raphael. Recital e lançamento do CD Caravana.
Nova Friburgo: WT Universal, 11abril06 [DVD].
http://www.raphaelveronese.com/links
http://www.raphaelveronese.com/
utube: http://www.youtube.com/watch?v=wYHPzXd0f7o
http://uk.youtube.com/watch?v=5WlxURj_yjY (meu preferido!)