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Professor Libâneo fala sobre Endipe 2016

A Comissão Organizadora do XVIII Endipe fez questão de ouvir dos participantes ‘históricos’ a análise do encontro, em Cuiabá. O professor José Carlos Libâneo, do Estado de Goiás,  membro do GT Didática da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Anped), que pesquisa e escreve sobre teoria da educação, didática, formação de professores, ensino e aprendizagem, organização e gestão da escola e atualmente desenvolve pesquisas dentro da teoria histórico-cultural, com ênfase na aprendizagem, ensino e organização da escola, compartilhou sua avaliação.

Transcrevemos na íntegra a opinião do professor Libâneo:

“Em primeiro lugar, devo dizer que os Encontros Nacionais de Didática e Prática de Ensino constituem um dos movimentos de natureza científica mais bem sucedidos no campo da educação brasileira, completando em Cuiabá 37 anos de existência. Não é pouco e em todos eles foi expressiva a presença de professores, pesquisadores, estudantes.  A despeito de pulularem em outras áreas da pesquisa educacional torcidas de nariz em relação à didática, a realização dos ENDIPEs mostra a pujança teórica e investigativa dessa disciplina, além de evidenciar a importância desse espaço de formação continuada para professores e pesquisadores.

A didática é a ciência profissional do professor e seu conteúdo vem sendo intensamente enriquecido ao longo dos ENDIPEs, inclusive por outras áreas das ciências da educação. Ela se depara, por um lado, com problemas surgidos com a precarização da escola pública, as dificuldades dos educadores em relação às melhores formas do ensinar e aprender, as debilidades da legislação atual sobre a formação de professores, o desencanto pela profissão; por outro, com a necessidade de buscar contribuições no campo do currículo, da linguística, dos estudos culturais e no próprio campo das didáticas especificas das disciplinas, além de soluções para problemas emergentes na contemporaneidade como formas de articular no processo de ensino o atendimento à diversidade sociocultural dos alunos, as tecnologias digitais, a epistemologia das disciplinas, etc. São questões muito vivas a desafiar a pesquisa e o exercício profissional, e é por isso que quase 3.000 participantes acorreram ao XVIII ENDIPE de Cuiabá.

Cumprimento, portanto, efusivamente, a Comissão Organizadora que esteve à frente do Endipe 2016 na pessoa do meu amigo Silas Monteiro. A sessão de abertura foi um acontecimento primoroso revivendo a memória dos ENDIPEs anteriores e promovendo uma justa homenagem a colegas com representatividade na pesquisa e na militância da didática assim como às pessoas que integraram a equipe local .

Os simpósios tiveram temáticas atraentes, exibindo conteúdos diversificados e mostrando como a didática não se resume a prover instrumentalidades mas a realizar interfaces com a política, a cultura, a literatura e a poesia e, claro, com outras áreas de pesquisa como a sociologia, a psicologia, a linguística.

Foi visível o esforço de acolhimento dos participantes e de criar um ambiente de convivência, debate e compartilhamento de ideias e práticas. Sei que não é uma tarefa fácil realizar eventos com esse, eu mesmo já coordenei dois deles em Goiânia, o VII e o XI. Houve reclamações em relação à falta de orientação das atividades já que não foi

distribuído o impresso da programação, assim como em relação a problemas de infraestrutura como salas demasiado pequenas para as comunicações. Mas,nenhum desses senões comprometeu o êxito do evento, os participantes saíram gratificados e cheios de ânimo para enfrentar os momentos difíceis pelos quais passa a educação e, também, o país”.

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Professores de Natal (RN) falam sobre painel no Endipe 2016

Vamos continuar mostrando aqui informações e depoimentos sobre os quatro dias de Endipe 2016, em Cuiabá. Evento que marcou a capital mato-grossense e transformou o Centro de Eventos do Pantanal na cidade do conhecimento de 23 a 26 de agosto.

Entrevistamos os professores de Natal (RN), Tereza Cristina Leandro de Faria e Christomyslley Romeiro da Silva, que foram painelistas no primeiro dia de programação, na quarta-feira (24).

O Painel teve como tema: Formação de professores – reflexões teóricas e práticas em debate. Tereza falou sobre os saberes dos professores, aprendizagem, didática, currículo e formação continuada. “Nenhuma melhoria na educação acontece sem a profissionalização do professor, um professor bem formado e preocupada com a formação continuada”, disse Tereza doutora em Educação.

Christomyslley é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ele explica que a participação no painel surgiu de uma inquietação e não especificamente de uma tese de conclusão de um curso. “São reflexões sobre como o professor entende e ‘encara’ o uso de tecnologias, sejam elas tecnologias da informação da comunicação ou recursos tecnológicos mais variados, como entende na sua atuação enquanto instrumento que pode facilitar o ensino aprendizagem”, disse o professor do curso de Pedagogia Licenciatura da UFRN.

Os professores não perderam a oportunidade de registrar um momento com a pesquisadora Selma Garrido Pimenta, referência bibliográfica para os dois.

Natal (RN) presente no Endipe 2016, em Cuiabá!

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Pesquisadoras históricas destacam pontos positivos do Endipe 2016

O conteúdo programático, os simposistas e conferencistas, a solenidade de abertura, o local e a equipe de trabalho foram pontos muito elogiados pelos três mil participantes do Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe) que movimentou a capital mato-grossense de 23 a 26 de agosto. Na sexta-feira (26) a Comissão Organizadora de Cuiabá passou o ‘bastão’ para a equipe de Salvador (BA) que sediará  o XIX Endipe em 2018.

Na avaliação da pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Selma Garrido Pimenta, que foi a responsável por indicar Cuiabá (MT) para receber o Endipe 2016, o resultado foi extremamente positivo no geral. “Fiquei muitíssimo emocionada com a abertura, com a delicadeza da homenagem, foi uma solenidade muito bonita, muito clara”, disse Selma Garrido. A pesquisadora elogiou a organização, reconheceu que é um trabalho muito grande.

Citou como ponto positivo a quantidade de inscritos, o esforço da comissão organizadora em  trazer os professores das escolas da região. Lembrou que escolher e trazer 90 convidados simposistas, não é uma tarefa fácil e o Endipe ainda é um dos poucos eventos no Brasil e exterior que tem essa iniciativa.

Selma Garrido demonstrou ter a certeza que fez a escolha certa no Endipe anterior e destacou que se fosse hoje novamente faria a mesma coisa. “Teria ligado para o Silas (coordenador geral do Endipe 2016), eu estava na mesa de encerramento e decidi indicar Cuiabá, eu indicaria de novo o Silas e toda equipe que trabalhou com ele”, completou uma das participantes históricas do Encontro.

Outra pesquisadora que fez história no Endipe nestes 37 anos, a pesquisadora da PUC-SP, Alda Junqueira Marim, também fez uma avaliação positiva do encontro em Cuiabá. “Foi muito bem organizado desde as temáticas que foram propostas, abrangentes e que permitiram as pessoas que vieram de fato falar sobre os assuntos abranger diferentes aspectos, com profundidade, teorização, do ponto de vista acadêmico foi excelente”, disse a pesquisadora da PUC-SP. Alda Junqueira , aprovou o Endipe em Cuiabá, do ponto de vista da logística, ela frisou que as pessoas foram bem atendidas, com toda a infraestrutura que o Centro de Eventos do Pantanal oferece. “Foi uma excelente alternativa trazer o evento para cá, tem tudo que precisa, toda parte de organização, salas ótimas, bom sistema de som”, acrescentou.

Um ponto também muito elogiado foi o fato de proporcionar a interação e integração entre os participantes. Para Selma Garrido  e Alda Junqueira Marim ter escolhido um local em que reuniu toda a programação evitou a dispersão, deu mais condições de participar de mais de um simpósio, painel e nos momentos de intervalo possibilitou a convivência entre os colegas.

A pesquisadora Maria Isabel de Almeida, da USP, completou a avaliação dando ênfase à escolha do local, trabalho da equipe e comunicação. “O espaço que vocês escolheram é privilegiado, deu conta de abrigar o evento, as temáticas estão muito pertinentes, a conferência de abertura eu acho que foi muito bem pensada, o conferencista foi escolhido a dedo para o momento político/histórico que estamos vivendo e isto marcará uma atitude, um posicionamento político do Endipe”, disse Maria Isabel.

A pesquisadora destacou ainda que a participação dos professores da rede foi nota 10, que segundo ela é uma marca do Endipe, a participação dos professores, fazer com que tenham espaço de fala, e a comissão de Cuiabá conseguiu assegurar isso com brilhantismo.

Bel, como é conhecida a pesquisadora da USP, destacou na sua avaliação o trabalho da equipe de voluntários e secretaria. “A equipe do ‘pessoalzinho’ de camiseta do XVIII Endipe foi 10, as meninas atenciosas, os meninos, tem voluntário de mais idade, não é só a garotada da graduação, muito legal”, disse.

Maria Isabel elogiou também o trabalho de comunicação do Endipe 2016. “Uma coisa que eu falei para o Silas que é preciso sistematizar e passar de herança para os próximos Endipes, foi como vocês lidaram com as mídias, pela primeira vez de um modo muito amplo, muito bacana, e é o que temos que fazer. Enviar email, cartinha atinge de modo limitado e vocês foram ases com isso”, finalizou.

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“Rodas de Conversa” incentiva o valor do livro e à leitura para crianças em Cuiabá

Em Cuiabá para participar do Encontro Nacional de Didática e Prática (Endipe), José Xavier Cortez (80 anos), proprietário da Cortez Editora, com o intuito de contribuir com o apreço ao livro e à leitura, apresentou em escolas e Universidades o “Rodas de Conversa”, um programa voltado para despertar o valor da leitura para o crescimento pessoal. Cortez tem na sua história de vida a explicação para incentivar crianças sobre a importância dos livros.

Nordestino, ex-lavrador, marinheiro e lavador de carro, Cortez superou o destino reservado aos seus conterrâneos, e dedicou-se a sua paixão: a leitura. E foi assim que ele mudou a sua história. Hoje, aproximando-se dos 40 anos, a Cortez Editora já publicou quase 1.300 títulos, que valorizam o que é da terra, pois dentre seus livros 95% foram escritos por professores, pesquisadores e intelectuais brasileiros.

Rodas de conversa

O programa “Rodas de conversa”, que tem o objetivo de incentivar as pessoas à leitura, mostra a importância que a leitura e o livro tiveram na trajetória de José Xavier Cortez, fazendo dinâmicas e interagindo com os participantes. São apresentados vídeos e livros sobre a sua história para ilustrar a transformação que a leitura lhe proporcionou.

O programa, que é ministrado sem custos para as instituições de ensino, tem como objetivo estimular as crianças para o hábito da leitura; aproximar o público e os livros (torná-lo um meio acessível e prazeroso para adquirir conhecimento); e reforçar a cultura como referencial para a melhoria das condições de vida.

Como o programa também atinge adolescentes e adultos, em Cuiabá ele levará o “Rodas” em locais como Colégio Isaac Newton, Escola Estadual Souza Bandeira, Univag e na Faculdade de Serviço Social da UFMT.

História

Nascido em Currais Novos, interior do Rio Grande do Norte, Cortez começou a trabalhar no trato com a terra ajudando seus pais e irmãos – eram em 17 filhos, dos quais sete não sobreviveram, devido a doenças, o que era natural e normal naquele tempo. Iniciou em uma escola rural onde estudou até a 5ª série.

Aos 18 anos alistou-se na capital do estado, Natal. Morou com um tio por sete meses, até ser aprovado na Marinha e mudou-se para o Recife, onde ficou um ano. Depois seguiu para o Rio de Janeiro – viveu de 1956 a 1964.

Em 1962 ingressou na Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, que, dois anos mais tarde, protagonizaria o episódio conhecido como Rebelião dos Marinheiros, que terminou com a expulsão de cerca de 2 mil militares, entre eles o próprio Cortez.

Em 1965 mudou-se para São Paulo. Xavier Cortez trabalhou primeiro como office-boy de um escritório de contabilidade, e depois como lavador de carros num estacionamento no centro. Ficou lá durante dois anos. Nesse período estudou e foi aprovado no vestibular da PUC para Economia.

Na universidade sua vida começaria a tomar o rumo atual. Para complementar a renda, Cortez passou a vender livros em uma banquinha dentro da PUC. Três anos depois, com um sócio, Cortez abriu sua primeira livraria a poucas quadras da PUC.

Conquistas

Paulistano por adoção – em 2005 recebeu o título de “cidadão”, da Câmara Municipal de São Paulo. Em 2011 recebeu também o título de cidadão natalense.

No dia 20 de agosto de 2016, o editor recebeu homenagem com uma solenidade na Escola Estadual José Xavier Cortez, que leva o seu nome desde março deste ano.

São dois livros escritos sobre a sua história. “Como um rio: o percurso do menino Cortez”, publicado em 2010, é para as crianças e conta a trajetória de José Xavier Cortez com ilustrações. Esse livro foi escrito por Silmara Rascalha Casadei. “Cortez, a saga de um sonhador”, também publicado em 2010, é narrado sob a ótica de dois olhares distintos: o da socióloga Teresa Sales e o da jornalista Goimar Dantas.

Dois filmes também foram produzidos para contar a sua história de vida. O primeiro foi embasado no livro “Como um rio: o percurso do menino Cortez”, de Silmara Casadei. Já “O semeador de livros”, é um documentário p roduzido por Wagner Bezerra, que descreve a saga do editor José Xavier Cortez, um nordestino que fez dos livros a sua própria história.

Texto: Olímpio Vasconcelos / Fotos: Rildo Amorim

 

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Endipe 2016 aquece turismo de negócios em Cuiabá

Durante quatro dias, de 23 a 26 de agosto, o Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), reuniu no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, os maiores pensadores do país que dedicam seu tempo para refletir sobre formas de democratizar a educação. O ENDIPE aqueceu o trade turístico da Capital, os segmentos de hotelaria, bares e restaurantes, agências de viagens e turismo, empresas de transporte conseguiram elevar as sua vendas e superar metas dos últimos meses.

O receptivo de uma empresa de Turismo, Kathllen Kristine de Arruda, aprovou o evento e se surpreendeu com o interesse dos participantes pelo city tour para a Capital, Cuiabá.
“Vendemos mais pacotes que o esperado e a procura foi maior do que eventos anteriores. O fato que nos surpreendeu foi a procura pelo city tour dentro de Cuiabá, temos a impressão que essa demanda foi pelo motivo de serem docentes e pesquisadores da educação. Normalmente os interesses são por pacotes para Chapada dos Guimarães, Pantanal e o
município de Nobres. Além de aumentar as vendas o evento foi positivo para trabalhar o turismo dentro da Capital”.

O senhor Valdomiro, taxista em Cuiabá, falou sobre as vantagens da realização de eventos nacionais. “O evento que está acontecendo no Centro de Eventos do Pantanal, que reúne professores de todo o Brasil, está sendo maravilhoso para todos nós taxistas, pois estamos trabalhando muito. Seria ótimo para nossa profissão se realizassem mais eventos como esse.”

O ramo de Hotelaria também comemorou esses quatro dias de eventos. “Desde a inauguração do Hotel, um ano e quatro meses depois, pela primeira vez conseguimos alcançar a meta de reserva máxima, 100% dos apartamentos ocupados”, declarou Laressa Teixeira de Souza, a gerente do hotel Transamérica Executive.

Texto: Gabriela Carvalho

Fotos: Rildo Amorim

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Comissão organizadora do Endipe 2016 destaca apoio da Fundação Uniselva

A realização do ENDIPE 2016 não seria possível sem os parceiros que entenderam a importância do encontro na contribuição científica na prática e didática de ensino.

A exemplo da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Fundação Uniselva, que foi a primeiraentidade a apoiar o encontro.

A coordenadora de Planejamento do ENDIPE, Claudia Moreira explica que a parceria da Fundação Uniselva foi fundamental por conta da gestão do projeto, dos recursos humanos, jurídica, aquisições e gestão financeira necessária para execução do evento. “Há um ano e meio estamos trabalhando esse projeto com a Fundação. Em novembro de 2014, o professor Silas Monteiro foi convidado para sediar o ENDIPE pela UFMT, imediatamente procuramos a entidade para começar os encaminhamentos e assim poder viabilizar a realização do encontro”.

A entidade foi criada por professores da UFMT e instalada em 2002, é uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, com objetivo de dar apoio aos projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico, tecnológico e de estímulo à inovação da UFMT, além de colaborar para o desenvolvimento da comunidade acadêmica, propiciar atividades que ampliem os conhecimentos científicos e culturais.

O diretor-geral da Fundação Uniselva, Cristiano Maciel pontuou que a estrutura da entidade é composta pelo Conselho Curador, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva, cujos membros exercem suas funções gratuitamente, ou seja, sem vantagem pela decorrência dos serviços prestados.

“Para a Uniselva foi um desafio a gestão do ENDIPE, pela magnitude do evento que comporta mais de três mil pessoas, e gerir o administrativo financeiro de um evento desse porte é complexo, porque envolve, desde pensarmos juntos o espaço físico, a dinâmica de contrato desse espaço, do material que será utilizado, do recursos humanos necessários. É uma série de detalhes realizados de acordo com os ordenamentos jurídicos”.

O diretor ressaltou a satisfação na realização do projeto. “É uma grande recompensa poder estar junto na realização do ENDIPE 2016. Parabenizo os organizadores no planejamento, nas ações políticas, e na parte científica, não poderia deixar de destacar o trabalho dos voluntários, e da equipe técnica da Fundação Uniselva que batalhou para que esse evento chegasse ao sucesso alcançado”, finalizou.

 

Texto: Gabriela Carvalho

Fotos: Rildo Amorim

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Pesquisadores discutem política e práticas contemporâneas

Cenas da educação brasileira foi tema da sessão especial do segundo dia do ENDIPE, com um auditório repleto de estudantes, professores e pesquisadores os conferencistas Elizabeth Macedo, professora da Universidade do Estado de Rio de Janeiro (UERJ), e Paulo Speller, secretário geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura – OEI, explanaram sobre as políticas e práticas postas em questão.

Macedo fez uma análise das relações de políticas educacionais e o impacto delas nos currículos. “Entendo que essa tarefa deve ser tratada por diversos autores, como as políticas interferem nos currículos e como alguns currículos podem oferecer centro de resistência às políticas aplicadas”, destacou.

Para Speller o ENDIPE é um encontro que se consolida a cada realização. “Pela primeira vez em Mato Grosso, saindo dos grandes centros, representa um reconhecimento ao nosso programa de pós-graduação, nesse sentido é importante também, porque todo o país está com o olhar para o estado, para nossa universidade, e também possibilita a participação maciça dos professores da região”.

Em sua intervenção Speller, reconheceu a OEI como um organismo que permite projetar a diversidade, fortaleza e unidade das nações ibero-americanas, contribuindo para garantir seu melhor desenvolvimento. “A ênfase será tanto na formação docente, como também na carreira e nas condições de trabalho desse profissional’, disse. “O Brasil vem assumindo papel cada vez mais central no cenário ibero-americano”, concluiu.

 

 

Texto: Gabriela Carvalho

Fotos: Rildo Amorim

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Foto: Rildo Amorim

Endipe 2016 proporciona oportunidade de divulgação nacional para produtos mato-grossenses

O XVIII Encontro Nacional de Didática e Pratica de Ensino (ENDIPE), além de fazer seu papel de reunir pesquisadores de todos os estados brasileiros, para discutir sobre as particularidades, limitações e dificuldades na prática educacional, também está gerando emprego e renda aos 17 participantes da feira de livros, artesanato e gastronomia.

A coordenadora de Planejamento do ENDIPE 2016, Claudia Moreira,  explicou que convidou empreendedores de diversas áreas para prestar um serviço de qualidade aos participantes do evento, promovendo assim, comodidade  e maior integração entre eles. “Com essa iniciativa não há necessidade dos inscritos e visitantes saírem do local do evento para comparar um livro ou um artesanato da região”.

A coordenadora também destacou o apoio do evento junto às editoras. “Durante o evento as editoras têm a oportunidade de apresentar e vender seus livros e dos autores fazerem contato com as grandes editoras e seu público. Nesses dois dias do encontro, já realizamos o lançamento de 31 livros, entre autores mato-grossenses e de outros estados”, concluiu.

A empresária do Ramo de chocolates artesanais, Lauren Guimarães, declarou que essa é uma oportunidade excelente na divulgação do seu negócio. “Hoje, se você for expor estande em um evento, você precisa pagar diária ou fazer um contrato e paga o valor referente a todos os dias. Nesse caso não, entrei em contato com a organização do evento e consegui participar sem nenhum custo. Estou muito empolgada, porque além de vender estou divulgando meu produto para outros estados, já fiz contato com pessoas de Campo Grande (MS), São Paulo (SP), e Curitiba (PR)”, disse Lauren.

O diretor da Cortez Editora, Antônio Erivan Gomes, falou da oportunidade de interação com os profissionais da educação. “O ENDIPE, assim como todos os eventos da área da educação que participamos, é a oportunidade que temos para manter contato direto com os nossos autores e também com pesquisadores de várias universidades do país”, afirmou.

“O evento teve uma grande fluência de público, o que nos favoreceu uma boa venda de livros e também fizemos promoções que atraíram os professores, dando oportunidade de comprar aquele livro tão desejado, ou até mesmo o livro que emprestou para o aluno e não foi devolvido. Então, essas ocasiões acabam sendo únicas para que o pesquisador reforce sua biblioteca”, finalizou Gomes.

 

ENDIPE 2016 – Uma realização da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Instituto de Educação – Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia e Formação (EFF) e Fundação Uniselva. Com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado Educação (Seduc) e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia (Secitec). O evento conta também com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo.

 

Autor: Gabriela Carvalho

 

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Endipe 2016 coloca a educação no centro do debate em Cuiabá

Mais de 1500 pessoas entre professores, pesquisadores e estudantes marcaram presença no primeiro dia do Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), que ocorreu no Centro de Eventos do Pantanal, na noite de terça-feira (23). Serão quatro dias de evento, com 30 simpósios, 300 painéis, 500 pôsteres e lançamentos de livros, onde irá se discutir o que está acontecendo nas salas de aula no país e as possíveis contribuições sobre as formas de melhorar a educação pública laica e com qualidade.

O coordenador geral do XVIII ENDIPE 2016, Silas Borges Monteiro deu as boas-vindas aos presentes e explicou que o encontro foi pensado nas mais diversas circunstâncias vividas e no momento histórico da educação brasileira. Em uma escolha coletiva foi proposto o tema Didática e Prática de Ensino no Contexto Político Contemporâneo – cenas da educação brasileira. “A didática e a prática de ensino possuem relações densas com as políticas educacionais, esse debate não poderia deixar de ganhar a densidade merecida. Não há como deixar de lado o contexto político que vivemos, com preocupações com espaços públicos e os desdobramentos das ações dos governos em todos os níveis”.

Monteiro agradeceu a contribuição dos parceiros e também aos 2.895 inscritos no encontro, entre eles 1.785 professores, 698 pôsteres e 370 painéis inscritos, e destacou que o envolvimento de todos os atores foi fundamental a realização do evento.

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lucia Cavalli Neder, ressaltou as dificuldades de se construir um evento com esse nível de discussão e da democratização do acesso à educação.

“Acompanhei as angustias e os medos dos organizadores desse grandioso evento, pois não é simples realizar um encontro dessa natureza e com esse porte. Parabéns aos organizadores em chegar até aqui, são todos uns vencedores. Aqui estão todos os brasileiros de todos os Estados deste país, é com esse princípio da democratização, da inclusão e respeito à diferença que acolhemos a todos os participantes. Nesse ENDIPE espero que tenhamos nossa coragem reavivada, a nossa luta determinada para que possamos enfrentar o futuro, não muito significativo, para todos nós, quando vemos as políticas educacionais construídas ao longo dos anos sendo questionadas no ponto de vista do próprio segmento”.

A reitora ainda destacou a importância do encontro no processo de formação do professor. “Espero que consigamos sair com propostas importantes para que nós retomemos o caminho da educação brasileira que desejamos, e tem grande significado para a população do país”, pontuou a reitora.

A simposista e professora da USP, Selma Garrido Pimenta, parabenizou a organização do evento e destacou que, em uma fase de crise enfrentada por todo o país, se torna um desafio ainda maior realizar um encontro com essa importância e demonstra um grande esforço da comissão organizadora da UFMT. “Precisamos manter os trabalhos em parceria para cada vez mais aprofundar esse evento, porque hoje ele é o único no Brasil na área da educação que congrega esse número de pesquisadores e professores. Fazendo um comparativo com a década de 70, ao longo desse período tivemos uma evolução de massa crítica, devido ao desenvolvimento da pós-graduação no país, portanto as pesquisas em todas as áreas que se refere à educação e os programas estão sendo apresentados e discutidos, o desafio agora é fazer esses programas serem ouvidos para ter força e ir adiante para fortalecer a educação pública”, finalizou a simposista.

Também participaram da abertura representando o Governo de Mato Grosso, a secretária de Ciência e Tecnologia, professora Luzia Helena Trovo Marques de Souza, e o secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação, Edinaldo Gomes de Sousa.

Autor: Gabriela Carvalho

 

 

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Começa em Cuiabá maior encontro de pesquisadores de educação do país 

O Endipe 2016 começa na noite desta terça-feira (23.08), às 19 horas, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT). Mais de três mil pessoas são esperadas para o encontro que ocorre até sexta-feira (26.08).

Uma programação intensa com 30 simpósios, quase 300 painéis, 500 apresentações de pôsteres, conferências e lançamento de livros e uma feira de livros com estandes de  várias editoras.  

Professores, pesquisadores e estudantes vão lotar o Centro de Eventos do Pantanal para explorar durante os quatro dias a gama de conteúdo que estará espalhada pelas diversas salas. Nos três dias, de 24 a 26 de agosto, a partir das 8h30 começam os Simpósios, distribuídos de acordo com o eixo temático. O participante deve se orientar, com base na programação, para definir quais temas acompanhará. Logo após os simpósios começam as sessões de painéis, das 10h40 às 12h30 com intervalo para o almoço e continua no período da tarde, a partir das 13h20, com novas sessões de painéis que transcorrem até 19h20.

As sessões de pôsteres serão realizadas das 18h20 às 19h20 e em seguida, às 19h30 começam as conferências ou sessões especiais. A previsão de encerramento da programação é para 21h30.   

Dividida em três eixos temáticos, a programação contém uma diversidade de assuntos que serão debatidos como: educação em tempo integral, educação no cárcere, a adesão da família no processo educacional e os reflexos na escola, a pesquisa, formação de professores e os fins da educação. A matemática está muito presente nos temas de trabalhos a serem apresentados, inclusive tem um livro sobre o tema a ser lançado.

Nos pôsteres e painéis ainda serão abordados temas como ‘as redes sociais e a influência que causam no comportamento dos jovens na escola’, educação a distância, formação docente: o chão da escola como formativo entre saberes e fazeres.

Um dos trabalhos vai falar sobre Desafios da Docência: um olhar sobre a Educação Básica segundo os professores da Escola Estadual 19 de Maio, de Alta Floresta( MT).

O Endipe é realizado há 37 anos no Brasil e começou em 1979 com o primeiro Encontro Nacional de Prática de Ensino, em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Idealizado por um grupo de professores das maiores universidades do país ganhou força e hoje é considerado um dos maiores encontros de educação do Brasil. Pela primeira vez é realizado em Mato Grosso, as demais edições foram sediadas em estados das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e por duas vezes ocorreu em Goiânia (GO) região Centro Oeste.

ENDIPE 2016 – Uma realização da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Instituto de Educação – Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia e Formação (EFF) e Fundação Uniselva. Com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado Educação (Seduc) e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia (Secitec). O evento conta também com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo.

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